Next Future logo

exposição em parceria com o CARPE DIEM, prolongada até 16 de Fevereiro!

hélène veiga gomes

Vista da instalação de Hélène Veiga Gomes no CARPE DIEM-Arte e Pesquisa (foto de Fernando Piçarra)

A instalação que Hélène Veiga Gomes concebeu no âmbito do Programa Gulbenkian Próximo Futuro, derivada da sua pesquisa antropológica em torno dos espaços simbólicos de uma mesquita contemporânea, ainda pode ser visitada no CARPE DIEM-Arte e Pesquisa, tendo a exposição sido prolongada até 16 de Fevereiro de 2013.

Mais sobre a instalação "Variações da Fé", aqui.

Mais sobre o nosso parceiro neste projeto: CARPE DIEM-Arte e Pesquisa, aqui.

Um itinerário de ocupações: MAPUTO

ocupações temporárias maputo 2012

(Fotografia de Maimuna Adam)

Desde 6 de Dezembro, Maputo está temporariamente ocupada por seis intervenções artísticas de igual número de artistas, tendo como mote a palavra “Estrangeiros”.

Esta proposta temática para a terceira edição desta mostra de arte contemporânea surge depois de muitos debates sobre migrações, legais e ilegais, fluxos de pessoas e trocas inerentes, por se entender que resta ainda espaço para falar “dos de fora”; porque a aldeia que se diz global continua a classificar dicotomicamente os seus habitantes: “os de dentro” e “os de fora”. Este estatuto, que parece exclusivamente geográfico, tem também um eixo temporal que retira a pátria aos “de dentro”, se estes permanecem muito tempo fora. Quando regressam, ou quando chegam, passam a ser olhados como “de fora”. São estrangeiros na terra natal.

“Estrangeiros” nas OCUPAÇÕES TEMPORÁRIAS 20.12 realiza-se em Maputo no mês em que todos os “de fora” parecem ocupar a cidade. Os turistas estrangeiros que chegam de avião ou nos cruzeiros, os moçambicanos do estrangeiro que voltam para as férias de família e praia, os estrangeiros que aqui trabalham, e que ainda não saíram para as suas terras de origem.

A exposição toma as linhas de perspectiva, de trajecto e de trabalho de alguns destes estrangeiros, no caso, cinco artistas moçambicanos que estudaram e viveram ou ainda vivem fora do país, e um angolano.

São muito diversas as obras e as abordagens que os autores fazem e o termo “estrangeiros” é transmitido sem recurso a discursos óbvios.

sandra muendane

(Sandra Muendane/Fotografia de Maimuna Adam)

Sandra Muendane no Aeroporto de Mavalane apresenta “Outra moda é possível” que propõem uma reflexão sobre a origem daquilo que enunciamos como património identitário, a partir de objectos quotidianos.

eugénia mussa

(Eugénia Mussa/Fotografia de Maimuna Adam)

Eugénia Mussa, com o seu tríptico de pintura exposto no exterior do Restaurante Cristal (Av. 24 de Julho, nº 554), obriga-nos a uma leitura mais atenta do que são as paisagens conhecidas. “Fata Morgana”, assim se chama o seu trabalho, vai para além da miragem, recorre à memória e ao envolvimento emocional, para que possamos ver para além do imediato.

rui tenreiro

(Rui Tenreiro, video still)

Rui Tenreiro ocupa o interior da Embaixada Real da Noruega (Av. Julius Nyerere, nº 1162). O visitante começa por experienciar a condição de estrangeiro ao sujeitar-se ao horário da embaixada (exposição visível apenas no horário da instituição) e também com a necessidade de se identificar. Este “ritual” próprio de quem parte para um território estrangeiro, completa-se no visionamento dos três vídeos e dos textos que nos levam em “Viagem ao Centro de Capricórnio” onde, como em qualquer viagem reconheceremos paisagens ou pelo menos traçaremos paralelos com os nossos territórios de origem.

tiago correia-paulo

(Tiago Correia-Paulo/Fotografia de Maimuna Adam)

Tiago Correia-Paulo sai da sua área profissional, a música, e apresenta-nos “5:59” uma instalação com objectos e vídeo na Embaixada Sul-Africana (Av. Eduardo Mondlane, nº 41). Aqui, a abordagem é feita a partir do confronto com a rotina, que poderíamos associar à esperança e muitas vezes à desilusão de alguém que num país estrangeiro se vê obrigado a procurar o cumprimento do seu próprio sonho.

joão petit graça

(João Petit Graça/Fotografia de Maimuna Adam)

A instalação visual e sonora de João Petit Graça na Embaixada de Portugal (Av. Julius Nyerere, nº 720) deixa-nos, literalmente, uma janela aberta para nos debruçarmos sobre os imensos fluxos que o termo “estrangeiros” pode encerrar. “HOYO-OYOH”, leitura em espelho da expressão de boas vindas, é também uma singular visão do que pode ser o fluxo de imigrantes em Maputo, a partir de uma porção de cerveja.

kapela

As reproduções das obras do artista angolano Paulo Kapela podem ser observadas em diferentes pontos da cidade como sejam a Av. Eduardo Mondlane, frente à Ronil, a Escola 1º de Maio da Av. 24 de Julho ou o mural de graffiti na Av. OUA. Estas “Obras” de Paulo Kapela têm associada uma mensagem recorrente de paz e unificação que pretende eliminar o estigma do estrageiro e que se reflecte também no uso indiscriminado de objectos, ícones e referências que o artista faz nas suas colagens e na construção das suas obras que são, normalmente, apresentadas em instalações.

Tal como nas edições anteriores, as Ocupações Temporárias podem ser vistas intencionalmente, como um percurso que se realiza de uma só vez, ou em etapas, feitas ao acaso ou de acordo com a agenda de cada um.

Mais uma vez, a ocupação de espaços não vocacionados para a apresentação de obras de arte constitui a “originalidade” do projecto, sendo relevante o facto de em 2012 se terem aberto à proposta instituições que à partida poderiam ser assumidas como de pouco flexibilidade como são as embaixadas.

O apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian à realização deste evento é também uma nota a reter no apoio à divulgação e à circulação da criação contemporânea moçambicana, no seguimento de outras acções anteriores realizadas com este e com outros projectos.

 

Mais informações:

Ana Lúcia Cruz

+258 82 353 79 21

 

Nota: Os artistas podem ainda ser contactados em Maputo. Uma visita à exposição pode ser agendada com a produtora Ana Lúcia Cruz.

Submissions are now open for Guest Projects Africa 2013

africa weekend

GUEST PROJECTS AFRICA 2013

Following the success of the Royal Opera House Africa Weekend curated by Yinka Shonibare MBE, Guest Projects will launch Guest Projects Africa.

Showcasing cutting edge African Art forms, Guest Projects Africa creates a platform for African artists of all disciplines including spoken word, dance, fashion, architecture, visual arts, and more.

Submissions are now open for Guest Projects Africa 2013.

Closing date for submissions is Monday 7th January 2013.

For application details please contact info@guestprojects.com with the email subject 'Guest Projects Africa 2013 Submissions'.

Mais sobre o projeto GUEST PROJECTS do Shonibare Studio, aqui.

Luís Nobre é o artista lisboeta convidado para a 14.ª abertura de ateliers em Marselha

Published19 Sep 2012

Tags luís nobre artes visuais marselha ateliers

ouvertures d'ateliers d'artistes

14ème édition des Ouvertures d'Ateliers d'Artistes: Vendredi 21, Samedi 22, et Dimanche 23 septembre 2012 de 14h à 20h

118 artistes vous accueillent pour cette rentrée culturelle dans l’intimité de leur atelier à la découverte de la création contemporaine à Marseille. Le livret qui l’accompagne est disponible à Espaceculture, dans les différentes galeries et lieux de diffusion d'informations culturelles. L’atelier se situe au 15 rue Thubaneau 13001 Marseille.

Artiste Lisboète invité : Luis Nobre

Visites et parcours guidés : renseignements au 04 91 85 42 78

A vendre: Du vendredi 28 au dimanche 30 septembre 2012, de 10h à 19h

Vernissage le jeudi 27 septembre à 18h30

Ce second volet de la manifestation répond à la nécessité d'encourager la vente d’œuvres lors d'un événement ponctuel et festif.

Mais sobre esta iniciativa onde se inclui o artista Luís Nobre, que em 2013 assinará uma das intervenções artísticas no Jardim Gulbenkian, aqui.

Snapshot: ‘The Break’ (2011) by Nermine Hammam

Published31 Aug 2012

Tags nermine hammam egito artes visuais

‘The Break’ (2011) by Nermine Hammam

The Cairo-based artist’s latest work includes pastiches of Egypt’s recent civil unrest

Cairo-based artist Nermine Hammam’s latest work includes pastiches of Egypt’s recent civil unrest, created by combining hand-painted subjects with digitally manipulated photographs. Her monograph Upekkha (2011) – which includes “The Break”, featuring two Egyptian soldiers in Tahrir Square reset against a fantasy landscape – is on show in Cairo: Year One at the Mosaic Rooms, London. Other works on display include Unfolding (2012), a series that blends photographs of police brutality after Egypt’s 2011 revolution with landscapes in classical Japanese style.

Nermine Hammam, a artista egípcia que foi capa do Jornal PRÓXIMO FUTURO de Maio passado, em destaque no "Life & Arts" do Financial Times de 18-19 de Agosto 2012!

"Brasil abre la boca"

Brasil es voraz. Y su arte es antropófago. Brasil come y se deja comer. Así lo indica la partida de nacimiento de las vanguardias artísticas en ese país, el Manifiesto antropófago, publicado por Oswald de Andrade en 1928. Fue el reconocimiento de su diversidad cultural, del valor de ese mestizaje hasta entonces menospreciado en relación a la cultura europea. Casi un siglo después —y tras duros vaivenes históricos y económicos—, el país sudamericano (que ocupa el 47% de ese continente) es una de las “nuevas centralidades” del arte contemporáneo. “Brasil está en ebullición, cada vez hay mayor actividad en torno al arte contemporáneo, museos, galerías, mucho grafiti y street art. Especialmente toda la producción urbana en las periferias es muy fuerte. Estamos en un momento muy especial”, dice Marcelo Mattos Araújo, secretario de Cultura del Estado de São Paulo, museólogo y exdirector de la pinacoteca de esa ciudad durante la última década.

Una década prodigiosa que ha significado un despegue veloz y un vuelo muy alto. Hoy Brasil crece tanto hacia dentro como hacia fuera en este sector. “Se dan dos procesos paralelos”, prosigue Araújo. “Hay un proceso de redescubrimiento, de estudio del arte brasileño y latinoamericano, pero también hay un proceso de valoración de este en el mercado del arte. Siempre hay necesidad de nuevas producciones y una parte de la producción moderna de Brasil y de América Latina es ahora de lo más buscado en los mercados internacionales”.

Por otro lado, también hay nuevos y muchos coleccionistas en estos países que han irrumpido con fuerza como compradores. Museos importantes como el MOMA o la Tate Modern están aumentando visiblemente sus colecciones de arte latinoamericano, que tiene también una fuerte presencia en ferias y bienales. “Ese es un gran cambio ocurrido en los últimos 10 a 15 años; antes, en esos museos tenían alguna que otra obra, pero eran casi invisibles”, dice Araújo. Ahora, todos ellos muestran en sus exposiciones permanentes artistas latinoamericanos, lo cual demuestra un reconocimiento importante, como conocimiento, como conservación y como divulgación. “Lo malo es que esto trae como consecuencia el encarecimiento de estos artistas y los museos latinoamericanos tienen ya problemas para tenerlos en sus colecciones. Lo que valía una obra de Lygia Clark o de Helio Oiticica hace 20 años y lo que cuesta ahora se multiplica por cientos de veces más”.

En otros países latinoamericanos también se ve cada vez más fortalecida la escena del arte contemporáneo, con exposiciones, nuevos museos, más coleccionismo privado (los Estados, en general, siguen sin reaccionar) y pequeñas bienales que se multiplican. Las más importantes, la de São Paulo y la de La Habana —salvando las proporciones—, centran su interés en el arte del continente sin olvidar su proyección internacional. La 30ª Bienal de São Paulo, que se celebrará del 7 de septiembre al 9 de noviembre, tiene este año como director al venezolano Luis Pérez-Oramas. Brasil es el país más fuerte en este sector, y lo que allí sucede tiene características e iniciativas que hay que tomar en cuenta.

Marcelo Mattos Araújo ha vivido y analizado este proceso intensamente y explica por partes cuál es la situación. Para empezar, los artistas. “La producción artística brasileña siempre ha sido muy activa, aunque muy poco conocida fuera e incluso dentro del país. Ahora, con la globalización, con el capitalismo cognitivo, esa necesidad de nuevas producciones ha ido creciendo. Y hablamos también de mercado”, afirma. Obras nuevas, pero también la persistencia de unas señas de identidad, las de una producción que logra articular una herencia híbrida de raíces indígenas, africanas y europeas. Algo que pasa en otros países de América Latina también. “Ahora hay un interés muy especial por estas cuestiones. Tal vez la gran diferencia que ha marcado la última década es la proyección que los artistas —especialmente los contemporáneos— están teniendo fuera de Brasil. Por otro lado, y eso es una novedad, nunca hemos tenido tantos artistas importantes extranjeros que van a vivir y trabajar en Brasil”, apunta Araujo. Lo cierto es que los impuestos de importación de obras de arte son tan altos en Brasil (hasta un 36%), que algunos artistas prefieren ir y hacerlas allí, para luego venderlas en ese fuerte mercado interno.

Para ler o artigo completo de Fietta Jarque basta clicar aqui.

 

Pobre del artista africano que no sea bastante folcolorico

Publicado no blog "África no es un país" este artigo de Tania Adam revela a realidade espanhola no que se refere à representação do "Africano" e da sua produção artística

 

 Excerto de Expresiones del África Negra en Barcelona

"A pesar de todo, en general existe un escaso conocimiento del trabajo de los creadores africanos, y es casi absoluto para el caso de la diáspora. Por ello es "habitual" que se piense que no existe producción cultural más allá de las expresiones tradicionales y folclóricas, o de las grandes figuras musicales como el senegalés Youssou N'Dour, el marfileño Alpha Blondie, o artistas mimados de los circuitos del world music como Amadou&Mariam, Rokia Traoré, o Toumani Diabaté. Sin embargo, y pese a la inexistencia de infraestructuras y apoyos institucionales o financieros para la creación del sector cultural, el continente no está parado, sino en constante mutación, especialmente a nivel musical (Chema Caballero nos deleita casi cada sábado, en este mismo blog, con algunas de las actuales joyas musicales del continente)."

Todo o artigo pode ser lido aqui 

Orientalismo: ¿hasta cuándo el malentendido?

Published10 Jul 2012

Tags artes visuais médio oriente


En la Royal Academy de Londres se acaba de abrir la exposición Desde París: cierto regusto impresionista que sin duda hará las delicias de los visitantes de “Londres 2012”, por eso de que al público en general –expertos y no tanto- le encantan los Impresionistas.  Sea como fuere, en este caso concreto la palabra mágica que despierta la curiosidad y alimenta las colas, “impresionismo”, tiene mucho de reclamo, ya que además de Degas, Monet o Renoir, en la muestra organizada junto al Clark Art Institute, se han colado obras que tienen poco de “impresionistas”, a pesar de que en esta muestra se tome la cuestión un poco por los pelos, reflexionando –se explica- sobre las pasiones de los artistas del movimientos hacia los temas relacionados  con el “orientalismo”.  Pero, ¿qué queremos decir con el término en el contexto del XIX parisino y hasta qué punto sigue sin enfrentarse críticamente a lo largo del XX, sigue englobando demasiadas propuestas que poco o nada tienen que ver unas con otras?
Un caso paradigmático de esos malentendidos, tan arraigados en el XIX, es el fabuloso cuadro del realista Gêrome, El encantador de serpientes, que  se exhibe en la muestra y que en su visión colonialista plantea todas las contradicciones que surgen del propio término en éste y en otros discursos desde Occidente. Ahí está el joven, con la serpiente alrededor de su cuerpo desnudo, observado por un grupo que le convierte en parte del exotismo implícito en lo que se escenifica para ser mirado. Redundancia de miradas que aparece sin cesar en las obras de  Gêrome –incluidas  las de harenes- y que reenvía a una hipotética mirada occidental que, desde una posición de superioridad en la historia que se cuenta desde París, observa las escenas “primitivas” desde fuera, sin contaminarse, con curiosidad, sumergida en la lógica del espectáculo.En el suelo y las paredes se dibujan con la precisión de un collage de deseo las ricas decoraciones que, observadas con detenimiento, pertenecen a culturas diferentes, otra vez reunidas por la mirada del viajero occidental que en la leyenda que más circula es capaz de apreciar lo quizás pasa inadvertido para los autóctonos. Pero, ¿autóctonos de dónde, si en los  cuadros de Gêrome los estilos y los detalles se mezclan, si todo  se convierte, sencillamente, en  otredad, en invención, en “oriental” -que es decir nada de mucho?
Esta era la reivindicación del célebre texto de Edward Said, Orientalismo , de finales de los años 70 del XX, en cual el autor y académico norteamericano comentaba cómo en el siglo XIX, desde Europa, Oriente era todo aquello que no era Occidente. Así que cabía todo: el mundo japonés que interesó a los Impresionistas, Egipto o hasta España o Rusia –como comenta Gertrude Stein en su célebre texto sobre Picasso del 1939. Todo se mezcla en la inveosímil fantasía de harén que nadie sabe dónde empieza ni acaba, pero que impregna las imaginaciones hasta bien entrado el XX.  Ahora, al volver a mirar el cuadro en la exposición de Londres, recuerdo de pronto cómo la edición inglesa del texto que manejé, hace ya muchos años, tenía  de portada esta misma imagen de Gêrome que, vista en el curioso “contexto impresionista” que propicia la Royal Academy, vuelve a despertar mis recelos respecto al término mismo y sus usos. 
Tal vez por este motivo, por cierto regusto hacia lo “exótico oriental”, lo lejano, lo otro, que sigue intrigando pese a todo, me parece tan interesante la propuesta que la Fundación Miró de Barcelona presenta para la exposición de Mona Hatoum, la artista de origen palestino y nacida den Beirut, aunque exilada en Londres tras sorprenderla allí el estallido de la guerra del Líbano.  De hecho, si Hatoum se suele leer con frecuencia unida a la noción de exilio y hasta a ciertas connotaciones geopolíticas  relacionadas con la idea del país lejano, culturalmente hablando, de la imposibilidad de volver, de las raíces perdidas  y vueltas a narrar  -como  propone  Measures of Distance (1988),  un trabajo en el cual, tras la una especie de metafórica cortina de ducha se muestra el cuerpo desnudo  y cubierto por los caracteres árabes, las cartas de la madre que se van traduciendo-, en la exposición comisariada por Martina Millà se enfatiza otra posible lectura de la artista, más relacionada con la vanguardia occidental, que prueba el doble origen de Hatoum, ese doble origen que a menudo se suele obviar en favor de sus prácticas más “orientalistas”, las que en el fondo va buscando la avidez  de Occidente también en los artistas actuales. La muestra Proyección de Mona Hatoum, ganadora del prestigioso premio Joan Miró  -concedido por la Fundación Joan Miró y la Obra Social “la Caixa” y cuya dotación de 70.000 euros ha donado para ayudar a jóvenes artistas a estudiar en la University of the Arts en Londres- desvela de forma clara lo que ocurre con los artistas provenientes de otras culturas e instalados en Occidente: su doble pertenencia, sus dobles influencias. 
No faltan en la muestra  de la Joan Miró alusiones a esa geopolítica, como ocurre en las cartografías o en Bukhara (2009), mapa desdibujado sobre una alfombra “persa”. Sin embargo, el malentendido dura poco, pues la alfombra “persa” se convierte de repente en Turbulence (2012) , la impresionante alfombra de  canicas de diferentes medidas, un prodigioso malentendido que poco o nada tiene que ver con lo previsible y el origen: si la pisáramos perderíamos el equilibrio, rodaríamos. Así que ahí están en los dos extremos Gêrome y Hatoum, redefiniendo unas historias que buscan en el caso de Londres refrendar la inercia de la historia y en el de Barcelona  quebrarla, igual que ese suelo de canicas que rueda y rueda en una increible metáfora de la transformación. 

in El País.
 

Biennale Internationale de Casablanca

Dialogue autour des propositions artistiques de 250 artistes de 37 pays. 

Avec la participation de plus de 250 artistes de 37 pays qui seront exposés dans plusieurs lieux emblématiques de la ville, dont le Sofitel Casablanca Tour Blanche, la première édition de La B.I.C. (la Biennale Internationale de Casablanca) fera vivre la capitale économique du Royaume au rythme de l’art, du 15 au 30 juin 2012. Une première édition ambitieuse qui permettra à tous de se rendre compte de la qualité et du dynamisme de la scène artistique marocaine tout en connectant celle-ci aux circuits internationaux. Une connexion naturelle, puisque le Maroc est depuis toujours le carrefour, le hub comme l’on dit désormais, des routes reliant l’Afrique, l’Orient et l’Occident. 

Cette première édition de La B.I.C. permettra de découvrir les derniers travaux d’artistes marocains marquants. Ceux-ci côtoieront et entreront en résonance avec les propositions de plasticiens étrangers originaires des quatre continents. En prenant pour thème le dialogue, cette édition s’inscrit dans une démarche universaliste, à l’instar de la démarche plastique actuelle. 

En plus du dialogue interculturel et intergénérationnel, la biennale souhaite mettre en place un dialogue qu’elle estime tout aussi essentiel, celui qui va de l’artiste/de l’oeuvre au public. Un effort tout particulier sera fait sur la signalétique et les informations disponibles sur place. L’organisation de visites guidées, la mise en place de conférences à caractère didactique et de workshops ont pour but de donner à tous les publics accès à l’oeuvre. 

Rendez-vous donc dès le 15 juin prochain, au tout nouveau Sofitel Casablanca Tour Blanche, le cœur d’un parcours artistique qui conduira ensuite les visiteurs à l’Ecole des Beaux-Arts, l’ex-cathédrale du Sacré-Cœur, la Fabrique Culturelle (les anciens Abattoirs), l’Espace Actua et plusieurs galeries d’art partenaires, à la rencontre de propositions artistiques venues des quatre continents.


in Biennale Casablanca

Biennale Casablanca no Facebook.

Des Salafistes envahissent la galerie “Printemps-des-Arts” au Palais el «Ebdellia» a la Marsa

Published14 Jun 2012

Tags tunísia artes visuais

Des salafistes se sont rassemblés devant la galerie “printemps des arts” au Palais El Ebdellia à la Marsa, dimanche 10 juin, pour protester contre l’exposition de certains tableaux qu’ils considèrent comme incompatibles avec leurs vision de la religion et contraires aux bonnes mœurs.

L’événement s’est passé en deux temps: le matin, trois salafistes sont venus pour manifester leur colère, dicter leurs exigences et menacer de revenir l’après midi ci la Galerie continuerait à exposer certains tableaux, les salafistes étaient accompagnés d’un avocat et d’un huissier de Justice pour faire un constat.

L’après midi, Med Ali Bouaziz (huissier notaire et ancien rcdiste) ainsi qu’un groupe de salafistes sont revenus protester et menacer de porter plainte auprès des tribunaux pour atteinte aux bonnes mœurs. Quelques échauffourées ont eu lieu entre certains exposants, quelques personnes du public et des salafistes.

Malgré la présence de la police, les salafistes ont réussi à pénétrer la galerie ce qui a exacerbé la tension entre les différents protagonistes.

La police a fait de son mieux pour contenir ses débordements qui deviennent malheureusement de plus en plus fréquents montrant une société déchirée entre un conservatisme de plus en plus radical et un besoin de modernisme et de démocratie.

Finalement après un long face à face très tendu, la police a réussi à disperser la foule.


in Actualités Tunisines 

Propaganda by Monuments: Art and revolution

Published4 Jun 2012

Tags egipto artes visuais

On 25 May 2006, Angola launched the Icarus 13, the world’s first space mission to the sun. For two years, 70 laborers, artists and engineers worked relentlessly to build the spacecraft and plan the mission. It landed on the sun at 10 pm. According to the astronauts, “The sun has the most beautiful night.” Proud of their accomplishment, Angolans are planning to launch the first ”solar tourist” flight in 2011 -- at least in the imagination of an artist.

The Contemporary Image Collective’s first exhibition in 2011, called Propaganda by Monuments, includes eight photographs documenting the Icarus 13 project. Developed by Angolan artist Kiluanji Kia Hendu in 2008, “Icarus 13” mixes myth with humor as it explores the human quest for greatness. With Africa’s reputation as an underdeveloped continent, Hendu’s work asserts, few believed it could launch a space mission.

The “documentary photographs” which Hendu shot are of state buildings in the Angolan capital, Luanda, built during periods of ambitious plans to modernize the city, when nations sought to manifest their development through grand city structures. To portray the Icarus 13 spacecraft, Hendu shot a photograph of an unfinished mausoleum built for a Russian Socialist leader, which is rumored to contain the remains of the first president of independent Angola. Hendu represents the astronomy observatory with an unfinished colonial era movie theater, and the Icarus 13’s takeoff is shown through a photograph of Angolans celebrating the national team’s qualification for the 2006 World Cup.

“Repurposing things that are so heavy with history is a common practice that this exhibition explores,” explained Mia Jankowicz, co-curator of the show and the artistic director of CiC. The exhibition borrows its title from a short story, “Propaganda by Monuments,” written by the South African writer Ivan Vladislavic in 1996, two years after Nelson Mandela became the first democratically-elected president of South Africa. Reflecting on the turbulent period that followed, Vladislavic recounts fictitious negotiations between a Russian official, his interpreter and a South African businessman, who wishes to import Lenin monuments for use as decorative items in South African bars. Building on the absurdity and plausibility of the proposed use of the Russian monuments, the exhibition, according to its curatorial text, seeks to “confront us with what happens when revolution meets reality and what happens after the revolution ends.”

Despite its timing, Propaganda by Monuments is not a reaction to the 25 January Revolution in Egypt. “It, nevertheless, provides nuance to it,” Jankowicz said. The past few weeks witnessed a plethora of exhibitions on or inspired by the revolution, often showcasing documentary photography and videos from the 18 days of protests. These shows are necessary, said Jankowicz, as “they produce endless revolution conversations.”

Propaganda by Monuments, which was originally scheduled for late January, tries to push such conversations further by examining various historical moments when ideals were refashioned personally or collectively to express modernization, development and liberation, or even through consumer markets and stereotyping. The exhibition was postponed because of the revolution, which gave the artwork a new relevance to the local context.

“Monologue” -- a looped video piece by Egyptian artist Ahmed Kamel -- contrasts archival video clips of old Egyptian nationalist songs with the audio of contemporary versions, played against a rough monochromatic background. Songs like “Al-Watan al-Akbar” (My Greater Homeland), which expressed pan-Arabism dreams, are reminiscent of the optimism of president Gamal Abdel Nasser's era. Although Nasser’s ambitious plans for industrial development and social equality were unsuccessful, songs of that era continue to stir nostalgic feelings for hopeful times. Since then 11 February ouster of former president Hosni Mubarak, these songs have been continuously played on national television and radio stations.

By also displaying propaganda, the show seeks to highlight how meanings and hopes arising at historical moments are often constructed by association with the past. In Triptych #6, Egyptian artist Imam Issa presents a short conversation she envisions between two co-workers that subtly touches upon social and political conditions in Egypt. Issa shares with her audience the process by which she reached it. Using a photograph of a lake, and the memory it evokes in her, Issa takes a carefully staged picture. From these two images, the final narrative unfolds and by tracing the series, the audience follow her personal process, and perhaps reflect on their own ways of constructing meaning at this critical time.

Propaganda by Monuments runs from 20 March until 23 April 2011 at CiC.

4th floor, 22 Abdel Khalek Tharwat St., Downtown, Cairo

Participating artists: Hasan and Husain Essop, Ângela Ferreira, Dan Halter, Runa Islam, Iman Issa, Ahmed Kamel, and Kiluanji Kia Henda

Project curators: Mia Jankowicz and Clare Butcher

Events program:

Mon 21 March: Screening of Los Angeles Plays Itself, dir. Thom Anderson

Tues 29 March: Opening of Runa Islam's scale (1:16 inch=1 foot) at Factory Space, Townhouse

Sun 17 April: Screening of works by Fernando Sanchez Castillo and David Maljkovic and launch of the publication "Propaganda by Monuments"

Sat 23 April: Screening of works by Eva Bertram

in Egytp Independent

Cubismo pop a la brasileña

Published25 May 2012

Tags brasil artes visuais Romero Britto

Romero Britto tenía ocho años cuando comenzó a pintar sobre hojas del periódico de Pernambuco de su Recife natal. Se topó con el cubismo a los 20, de paso por Europa, y con el arte pop en Estados Unidos, donde hoy vive. En las últimas dos décadas ha expuesto sus pinturas y esculturas en más de 100 galerías y museos de todo el mundo. Ha retratado a Keneddy, a Bush padre, a Clinton y a Lady Di. Incluso, a los reyes Juan Carlos y Sofía y a la infanta Leonor. Por primera vez, la obra de este referente del cubismo neo-pop tiene su rincón en Madrid.

Se trata de la Pop Gallery 11 (Maldonado 11), donde esta semana se ha inaugurado la exposición permanente enteramente dedicada al artista brasileño: son más de 20 cuadros, 30 esculturas y varias decenas de objetos. Estos últimos, que van desde tazas, bolsos y termos hasta relojes, paraguas y floreros, son detalles de los cuadros vueltos objetos, se venden a precios accesibles y responden a una de las máximas del trabajo de Britto: permitir que su arte llegue a la mayor cantidad de manos posibles.

La misma lógica funciona para su arte en gran formato. Tres de sus obras más célebres, The Big Apple, emplazada en el aeropuerto John Fitzgerald Kennedy de Nueva York, la recreación de la pirámide de Guiza en el Hyde Park de Londres y la escultura Blue, en el aeropuerto internacional de Moscú, tienen sus versiones en pequeña escala para decorar espacios pequeños, incluso en el hogar. Bien lo ha puesto el propio Britto en una frase tan sencilla como contundente. “El arte es demasiado bueno para no compartirlo”.

“Cuando conocí la obra de Britto en Miami quedé absolutamente deslumbrada. No lograba entender cómo había llegado a todos lados, incluso a países fríos y nórdicos y no se conocía en España, donde tenemos un carácter más alegre y desenfadado, más acorde con el color, el optimismo y la alegría que despiden la obra de Britto”, explica la directora de Pop Gallery 11, Paola Casha. “El de Britto es un arte que permite quitar la idea de que el arte es exquisito y que hay que saber mucho para disfrutarlo”, añade enseguida.

La exposición permanente de Britto, (“nuestro buque insignia”, lo describe Casha), se combinará con muestras itinerantes que recorrerán el país. Ya ha habido una primera experiencia en Zaragoza en marzo pasado y se preparan las de Barcelona y Valencia para los próximos meses.



in El País.

SA artist Brett Murray goes viral via picking a lolfight with the ANC.

Published23 May 2012

Tags áfrica do sul artes visuais

This situation with artist Brett Murray and Jacob Zuma’s speculative man-part reminds me of the boggart from the third Harry Potter book. In Professor Lupin’s ‘Defence of the Dark Arts’ class Harry & Co learn to defeat the boggart – a creature that takes on the form of one of your fears. The only way to defeat the boggart is by finding a way to laugh at (your fears) while saying the Riddikulus spell. Brett Murray’s speculative depiction of the presidential man-part seems to me a bit like that. Not that JZ is a boggart. But his sex life swag kind of is. It’s therapeutic to laugh at it. In a word… PINNED!

I would imagine that the Riddikulus spell will also work quite effectively against the ANC attempts to stop the painting from being sold via using lawyers. 101 in art appreciation here – you can’t take art personally. Artists may be extremely irritating for all the truth that they just spew with no regard for political correctness (how dare they), but they are also the only people who keep us from slipping into moral decrepitude. As annoying as they are, you kind of have to just let them cut their hair funny, drink too much and exercise their poetic licence via saying inappropriate but insightful things. Murray is just posing an idea. I mean, it’s not as if JZ posed for that picture. It’s not some sneaky mobile phone porn snap hack. It’s not REALLY his penis. It’s just an IDEA. Are we actually having this conversation?

Here’s a quote that seems appropriate:
“It is the mark of an educated mind to be able to entertain a thought without accepting it.” Aristotle
I have but admiration for Bretty Murray, who has manipulated the government into spreading his ideas for him. Behold, an artist / PR Genius:
Behold, a whole bunch of articles detailing the ANC’s PR campaign for Brett Murray’s new ‘Hail to the Thief’ exhibition at the Goodman Gallery in Joburg. One can conclude then, that the best way to go viral in SA is STILL to pick a fight with the ANC. 


in Cape Town Girl

"LE CORPS DÉCOUVERT"

L’IMA présente, du 27 mars au 15 juillet 2012, une grande exposition d’art moderne et contemporain sur le thème de la représentation du corps et du nu dans les arts visuels arabes. La représentation du corps dans les arts visuels arabes constitue une matière jusqu’ici ignorée, une sorte de terra incognita pour le moins inexplorée. On aurait ainsi pu s’attendre à ce que ces représentations n’existent pratiquement pas dans la peinture arabe ; or, à travers le corps, c’est tout un pan méconnu d’une riche iconographie qui vient à se découvrir.

C’est à cette quête et à cette découverte tout à la fois, que sera convié le public d’une exposition pleine de surprises, Le Corps Découvert. Cette exposition a pour ambition de rassembler, sur deux étages, une large sélection d’oeuvres et de médiums permettant d’aborder cette question de manière synchronique et diachronique à la fois.

De la même manière qu’il s’est pris naguère d’un intérêt soudain pour les artistes chinois ou les artistes indiens, le monde de l’art s’est récemment tourné vers les créateurs arabes. L’Institut du monde arabe, organisateur depuis vingt-cinq ans qu’il existe, de plus d’une centaine d’expositions d’artistes arabes ne peut, bien sûr, que se féliciter d’un engouement auquel il ne se sent certes pas étranger.

Avec Le Corps Découvert, l’IMA entend présenter à son public, une exposition qui, à travers ce thème ample, complexe et fondamental à la fois, embrasse tout un siècle de peinture arabe ou, plus exactement, de pratique des arts plastiques. Car lorsque l’on parle ici de peinture, on entend le mot dans l'acception européenne ou occidentale du mot, bien évidemment, c'est-à-dire, selon celle qui est désormais reçue sur la scène internationale, à présent mondialisée.

LE CORPS DÉCOUVERT, Institut du Monde Arabe

L’IMA prend la nudité à bras «le Corps»

On n’est pas absolument sûr que se foutre à poil soit le signe de la modernité universelle, ni que l’art doive prioritairement être «engagé contre le fondamentalisme» avec des paroles plutôt qu’en changeant la musique, mais on trouve quelques œuvres stimulantes à l’expo «le Corps découvert» à l’Institut du monde arabe, à Paris. Dont ce Ping-Pong de 2009 (photo), installation vidéo d’Adel Abidin, Irakien vivant en Finlande (pays qu’il représentait à la Biennale de Venise 2007). On y voit deux pongistes smashant au-dessus d’une femme nue, dont la peau cinglée par les balles se tavèle de façon hallucinante. A noter aussi, Ghada Amer et The Large Black Painting (2001), couture répétitive de femmes dont on distingue à peine la nudité, cuisses écartées.

Continuar a ler no Libération.

"Mexique : la dialectique peut-elle casser le trafic?"

Published26 Apr 2012

Tags artes visuais paris méxico exposição

Résister au présent ? Ça commence par un coup de feu. Un slogan dessiné d'impacts de balles au-dessus de l'entrée, qui affiche dans son langage criblé : "Pas un seul jeune artiste ne résisterait à 50 000 dollars." Le ton est donné. Cette oeuvre du collectif Tercerunquinto lance dans une pétarade l'exposition que le Musée d'art moderne de la Ville de Paris consacre à la dernière génération d'artistes mexicains, "Resisting the Present" (Mexico). Cette oeuvre inaugurale fait référence à une phrase d'Alvaro Obregon, qui dirigea le Mexique de 1920 à 1924, et dénonçait par ces mots la corruption des militaires pendant la révolution des années 1910 : "Nul général ne résisterait à 50 000 pesos." 

Continuar a ler

Marquée par l’évolution politique et économique hors norme du Mexique au cours de ces vingt dernières années, et par le développement de ses institutions culturelles (MUAC-Museo Universitario de Arte Contemporáneo, Museo Tamayo, Fondation Jumex, galeries, collectionneurs, lieux alternatifs…), la scène artistique mexicaine manifeste depuis plus de vingt ans un dynamisme à résonance internationale.

Continuar a ler no sítio do Musée d’Art moderne de la Ville de Paris.

"José Zaragoza inaugura exposição de pinturas em São Paulo"

Published11 Apr 2012

Tags artes visuais brasil pintura s. paulo

A vida vista através das janelas pode assumir uma dimensão simbólica, como no clássico filme de Alfred Hitchcock, Janela Indiscreta - em que se estabelece uma relação voyeurística entre o espectador e a tela do cinema -, ou tremendamente real, caso das pinturas que José Zaragoza mostra na exposição que inaugura hoje a Galeria Canvas-SP. Elas, segundo o artista, "foram inspiradas pelo medo que tomou conta dos nova-iorquinos que moravam em prédios, no verão de 1985", quando circulou a notícia que um furacão, vindo de Long Island, iria arrasar Nova York em três dias. Zaragoza, que filmava um comercial na cidade e tinha um apartamento em Tribeca, ficou igualmente com medo, como qualquer morador, ainda mais quando viu que todos os vidros dos prédios amanheceram cobertos com fita crepe em forma de X para que não estourassem.

O curador da exposição, Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro-Brasil, considerou a ideia de criar obras de arte "a partir de um elemento tão pouco inspirador e prosaico" um desafio que Zaragoza aceitou e transformou num jogo de relações entre elementos díspares - a sugestão expressionista de vultos através da janela contra o formalismo geométrico ditado pelas esquadrias. Araújo destaca uma pintura na mostra que, diz ele, se caracteriza pelo realismo estrutural. Trata-se de uma estrutura metálica que imita a moldura de uma janela que se abre. "É uma pintura objeto que sugere movimento e até pede a participação do espectador."

Continuar a ler no Estado de São Paulo.

A partir de 10 de abril inaugura novo espaço para as plásticas em São Paulo, a Canvas-SP Galeria, nos Jardins, dirigida por Rodrigo Brant. Nas paredes, marcando a abertura da casa, a mostra "Windows" de Zaragoza.

"Arte y militancia"

Published30 Mar 2012

Tags argentina arte pública artes visuais

Claridad: la vanguardia en lucha inaugura la temporada de exposiciones en el MNBA con una selección de obras del patrimonio revisadas por el guión curatorial de Sergio Baur, que traza un retrato de las vanguardias combativas a comienzos del siglo XX.

Una muestra puede exhibir una trayectoria estética, poner en diálogo a varios artistas, revelar cercanías entre obras. Pero a veces, pocas veces, una muestra apela al arte para retratar un clima de época.

Eso hace justamente Claridad: la vanguardia en lucha , la exposición que abre el año en el Museo Nacional de Bellas Artes, dedicada a retratar el ambiente intelectual que, entre los años 20 y 40 del siglo XX, dio origen y acompañó el arte del compromiso social y la militancia política, que rechazó el "arte por el arte" para buscar en la renovación estética una herramienta para la denuncia social.

La vanguardia militante que retrata la muestra es, por cierto, una de las corrientes renovadoras de una época de notable vitalidad en los debates y los cuestionamientos al arte académico. En rigor, Claridad? cierra el ciclo abierto, hace dos años, con la muestra sobre el grupo Martín Fierro, la vanguardia estética que fue contrapunto y complemento de la que ahora despliega su utopía en la renovada sala del MNBA.

Continuar a ler no La Nacion.

Claridad: La vanguardia en lucha 

Museo Nacional de Bellas Artes, Buenos Aires, até 20 de Maio.

"Against Monuments"

As an exhibition, the New Museum Triennial is still so young that it seems almost premature to call it a New York institution. Yet in just its second iteration, “The Ungovernables,” which runs through April 22, the show has already established the very thing that even veteran surveys of contemporary art would envy: a clear identity, and one that doesn’t seem redundant with either the concurrently running Whitney Biennial –the sprawling, uptown event whose intense emphasis this year on time-based media such as film, music, and performance makes it the antithesis of the compact New Museum exhibition—or the various other museum-sponsored roundups like PS 1/MoMA’s “Greater New York.” Focusing especially on work made by very young artists––the first Triennial went by the asinine name of “Younger than Jesus”––many of whom are based outside the US and Europe, the exhibition brings a surprisingly underrepresented perspective on recent art, no easy achievement in a city with a gamut of commercial galleries and museums. The current show also tries to make a case for reading the work on view amid the political upheaval and messy, unfinished pursuit of democracy that has marked much of the developing world, but the artists don’t fit into this frame as snugly as the curators want to suggest.

The exhibition includes work by thirty-four artists or collectives, few of whom have previously been seen in New York. A large majority hail from countries other than the United States, with a preponderance of Latin American, Middle Eastern, and Asian artists. Curator Eungie Joo has emphasized the fact that many come from countries whose post-1970s existence—a span during which most of these artists were born—was marked by economic and political uncertainty: they were ungovernable in the pejorative, failed-state sense. But she also wants to underline the creative resistance and flexibility of young artists, in which she hears spiritual echoes of the ANC’s embrace of “ungovernability” as a political strategy against apartheid (the term was coined with the Soweto riots and the call to make South Africa positively ungovernable). In the catalog accompanying the show, Joo links the idea to continuing democracy movements across the globe, from the Arab Spring to the Occupy demonstrations.

Continuar a ler na The New York Review of Books.

"Center Stage"

Published20 Mar 2012

Tags artes visuais marrocos

ONE OF THE THINGS that makes the contemporary art scene in Morocco so difficult to grasp—and so unlike the cultural infrastructures existing elsewhere in the region—is the fact that it has no center. Casablanca is the commercial hub, Rabat the seat of government. Asilah and Essaouira host major annual festivals for art and music. Tangier lays claim to the literary imagination. Marrakech, with its eleven-year-old film festival and two-year-old art fair, is the destination of choice for an incongruous mix of jet-setting expats, holidaymakers on a budget, and riad-refurbishing fashionistas quick to follow in Yves Saint Laurent’s footsteps. Galleries tend to cluster in Casablanca and Rabat. Serious museums are nonexistent. But in the past decade, an impressive network of independent spaces and artist-led initiatives has spread throughout the country, aided by the ease of inter-city travel and an art-historical narrative that has long assimilated efforts that are ephemeral, episodic, and dispersed.

Continuar a ler na Artforum.

"A Keeper of a Vast Garden of Art in the Hills of Brazil"

Published16 Mar 2012

Tags artes visuais brasil inhotim

NO wonder they call Bernardo Paz the “Emperor of Inhotim.”

About 1,000 employees, including curators, botanists and concrete pourers, swarm around Inhotim, his contemporary-art complex in the hills of southeast Brazil. Globetrotting art pilgrims absorb stunning works like Doug Aitken’s “Sonic Pavilion,” which uses high-sensitivity microphones placed in a 633-foot hole to deliver the bass murmur of Earth’s inner depths.

A whiff of megalomania seems to emanate from Inhotim’s eucalyptus forests, where Mr. Paz has perched more than 500 works by foreign and Brazilian artists. His botanical garden contains more than 1,400 species of palm trees. He glows when speaking of Inhotim’s rare and otherworldly plants, like the titun arum from Sumatra, called the “corpse flower” because of its hideous stench.

Mr. Paz, a lanky, chain-smoking, 61-year-old mining magnate, speaks in barely audible whispers. He married his sixth wife in October. He has white hair down to his shoulders and pale blue eyes, giving him an appearance reminiscent of the gaunt, debauched Brazilian rancher played by Klaus Kinski in Werner Herzog’s 1987 film, “Cobra Verde.”

Continuar a ler no New York Times.

Yto Barrada

Published22 Feb 2012

Tags artes visuais marrocos

Morocco's mystique is synonymous with its famous fans: William Burroughs and the beats in the 1950s, who hung out in Tangier when the city was an international zone, and the Rolling Stones, who went seeking thrills in Marrakech a generation later. It's the go-to place to get inspired and indulge in druggy dalliances – or at least that's the view from Europe. The Tangier-based artist Yto Barrada's photos, films and sculptures give us a different picture – of the struggles of the people who live there.

Para ler o artigo completo no Guardian, clicar aqui.

"Thandi Sibisi: the new face of South African visual arts"

Published20 Feb 2012

Tags áfrica do sul artes visuais

Thandi Sibisi, a daughter of farmers in the Zulu heartland, remembers arriving in the big city for the first time. "The bus dropped me in Gandhi Square in Johannesburg," she recalled. "I was 17 and had never even seen a double-storey building in my life. I looked around and it was like, 'I'm going to own this city'."

Eight years later, she has not yet quite conquered it all. But on Thursday she became the first black woman to open a major art gallery – named Sibisi, naturally enough, for someone so ambitious – in South Africa.

It is a sign, she believes, that anything is possible for the country's "born free" generation. "All I have to do is look at myself and my background," she said. "Growing up, I would never have thought I'd be exposed to so many opportunities. South Africa is free.

"I go all over the world and people are closed up and they can't express themselves. South Africa allows you to be you and to be whatever it is you want to be."

The country's visual arts scene, dominated by the white minority during racial apartheid, has not transformed as quickly as some would like.Gallery Momo, the first 100% black-owned gallery, opened in Johannesburg in 2003, while the national gallery in Cape Town has anon-white director for the first time in its 140-year history.

Para ler o artigo completo no Guardian, clicar aqui.

"Memoria y color en la creación latinoamericana"

Published20 Feb 2012

Tags améria latina artes visuais

La galería Isabel Aninat, de Santiago de Chile, era una parada obligada el jueves para los visitantes de Arco. La propia artista Valuspa Jarpa (Rancagua, Chile, en 1971), hablaba con unos y otros de su instalación,Minimal secret (a la venta por 75.000 euros). Lo que parece ser un bello cortinaje elaborado con planchas de impresión es en realidad un bosque colgante de secretos. Un gran enigma esculpido con textos procedentes de los documentos desclasificados por la CIA sobre el golpe de Estado contra el presidente chileno Salvador Allende.

Esta pieza de Jarpa es una de las más destacadas de las llegadas a la feria madrileña desde los distintos polos del imán de la vibrante escena latinoamericana. Se reparten entre los pabellones 10 y 8 de Arco. Pero sobre todo llaman poderosamente la atención de los paseantes del espacio Solo Projets Latinoamérica. Un solo artista, una obra y una galería. Y todas, 23 en total, latinoamericanas. Juntas resultan una de las propuestas más deslumbrantes de la actual edición de Arco. Comprometidos y rompedores, estos creadores no parecen haber sido uniformados por la globalización.

Para ler o artigo completo no El País, clicar aqui.

"Vida y muerte de un superhéroe del arte mexicano"

Published14 Feb 2012

Tags améria latina artes visuais méxico

Tan cierto como que los alias creativos no son ninguna novedad, también lo es que la impunidad tras el seudónimo vive un nuevo auge como dispositivo artístico de la mano de grafiteros, artistas multimedia y otros activistas de la reflexión sobre la identidad.

La mística de los superhéroes también hunde sus raíces en la tradición más ancestral. De la unión de estos dos elementos surge Videoman, superhéroe popular nacido en Ciudad de México de la imaginación delperformer Fernando Llanos.

Interviene tanto en las áreas comerciales como en las deprimidas de las ciudades, armado de un complejo e independiente sistema de proyección de vídeo, que le sirve para convertir las noches urbanas en un calidoscopio de luces y colores.

Para ler o artigo completo no El País, clicar aqui.

Nuno Ramos

Published13 Feb 2012

Tags artes visuais nuno ramos poesia poesia brasileira

O sono é minha areia

piso nele. É feito feno

engulo ele. É meu planeta

moro nele desde ontem.

Maré que morde esse novelo

que era um homem, nylon

preso pela franja, nylon

verde, musguenta.

Sem risada

coisas acordadas

dizem seu nome.

Depois somem.

Nuno Ramos (1960)

in Junco, ed. Iluminuras, São Paulo, 2011

Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker. Formado em filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP, de 1978 a 1982. Trabalha como editor das revistas Almanaque 80 e Kataloki, entre 1980 e 1981. Começa a pintar em 1983, quando funda o atelier Casa 7, com Paulo Monteiro, Rodrigo Andrade, Carlito Carvalhosa e Fábio Miquez. No ano seguinte, recebe do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas. Em 1992, em Porto Alegre, expõe pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publica, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objeto Balada. Vence, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo. Para compor as suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo.

Vencedor do  Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2009, pelo seu primeiro romance, Ó.

Para ler entrevista de Alexandra Lucas Coelho a Nuno Ramos, clicar aqui.

Bertina Lopes (1924-2012)

Published11 Feb 2012

Tags artes visuais bertina lopes

 Bertina Lopes, Pintura, 1980

Fechou-se o pátio, um pátio como um quintal onde a família se sentava e conversava, onde os amigos eram da casa e por isso os seus amigos eram também família. Um pátio solar, sobre Roma, onde Mama B vivia há 40 anos e onde pintava. Uma pátio como um farol, de onde observava o Império, aquém e além mar.

Roma arrefeceu ontem. Ficam as telas, enormes, que ainda há pouco insistia em pintar.

Elisa Santos

"January in Cairo - III"

(Menna Genedy, 'Egypt is the Land of Civilization’, 2011)

Countless languid women – abstract and figurative, sensual and monumental, modern and mythological – hang under the high-ceilings of a dustry building which resembles a recently deceased bank. This is Ibrahim Abd El-Rahman’s extensive collection of Egyptian paintings (I mentioned his gallery in my previous post on art in Cairo). Of these, perhaps the most striking are Ibrahim El Dessouki’selegant portraits (often of his wife, also a painter), which tempt comparison with Modigliani and Klimt. This collection of female forms – abstract and figurative, sensual and monumental – suggest certain trends in Egyptian painting and the nature of its buyers.

At Art Corner, a newish gallery in a Zamalek shop, two ink drawings lean casually against a wall. These are, I am told, the work of a French artist Paul Beanti, who came to paint the revolution and was arrested in Tahrir Square. The drawings give his account of arrest, attempted humiliation, striking back with satirical anger. The woman watching the gallery absent-mindedly whilst stringing a set of glass beads, goes to fetch one of Beanti’s paintings from the storeroom. When she returns, and the painting is removed from its bubblewrap, the exposed painting strikes me more than any of the other artists’ paintings on the walls: a composition in bright swathes of roughly applied orange, purple and yellow, the head of a sphinx emerges from within a haze of what looks like marker pen. The artist used sand and soil to give his work its roughness. The work made during his stay suggests he viewed his role as a foreign artist in residence in Cairo as that of agent provocateur (an interview in al-Ahram dutifully mentions that the artist’s main fascination – in his own [admittedly circumcised] genitalia – makes his work unacceptable in Egypt). These paintings look naked, aggressively so, insistently naïve. I wonder what art this revolution really needs.

Para ler o artigo completo de Orlando Reade, basta navegar até aqui.

UNESCO - Aschberg Bursaries for Artists Programme 2012

Published25 Oct 2011

Tags artes visuais bolsas literatura música unesco

The UNESCO – Aschberg Bursaries for Artists Programme has the pleasure to announce the 2012 call for applications. The Programme promotes the mobility of young artists through art residencies abroad.

This call is open to creative writers, musicians and visual artists between 25 and 35 years old.

To consult the list of bursaries available for 2012 please visit our website at www.unesco.org/culture/aschberg.

You will find direct links to institutions and instructions on the application procedures and necessary dates.

+ info: UNESCO – Aschberg, Cities and Creativity 

Section
Division of Thematic Programmes for Diversity, Development and Dialogue

Email
aschberg@unesco.org

Website
www.unesco.org/culture/aschberg   

South African 'Struggle Art'

Hugh Nolutshungu, Untitled. Photo: Bonhams

South African 'Struggle Art' on display alongside works for auction by leading SA artists

LONDON.- IFA LETHU Foundation, the non-profit organisation set up to repatriate South African apartheid era `Struggle Art’, has joined with Bonhams to showcase some of the most poignant art produced by anti-apartheid activist artists.
From October 22-27 some 15 selected works from the Ifa Lethu Foundation ‘Coming Home’ exhibition in London will move to Bonhams to coincide with the auction house’s South African Art sale on October 25th and 26th. ‘Coming Home’ will be a non- selling exhibition.
Bonhams is the world’s leading auctioneer of South African Art and hold the world record for South African art, set with a picture by Irma Stern, ’Arab Priest’ which sold in March this year for £3m. The Bonhams sale on October 25 and 26 will once again offer a stunning array of the very best South African art including a number of masterworks, each expected to make figures in excess of £1m.
The Ifa Lethu Foundation is a South African based not-for-profit organization which was formed in November 2005 to deal with challenges in the cultural heritage sector. These challenges included the location, protection and repatriation of South African cultural heritage that was created during the struggle era and found its way out of the country during those turbulent years. Ifa Lethu uses this cultural heritage to empower communities, alleviate poverty through creative development projects and heal their nation.

Para continuar a ler, basta ir aqui.

"el Humor", a partir da Argentina, em 2012

Con la presencia de  los curadores de esta nueva edición: Eva Grinstein, Alberto Nanclares, Ramón Parramón y Javier Martín-Jiménez.
Participan: Luz Novillo Corbalán y Pancho Marchiaro

La experiencia recogida en la primera edición de la muestra ¡AFUERA!, ha permitido al Centro Cultural España Córdoba proyectar su próxima edición mejorando en todo aquello que contribuya a una ampliación y expansión del evento. En esta ocasión, el carácter abierto de la muestra estará dado por las distintas y nuevas convocatorias que se abrirán en todas las áreas, posibilitando la inclución propuestas e ideas de artistas locales, nacionales e internacionales en diálogo con el contexto cordobés y sus problemáticas.

La temática alrededor de la cual se articulará el ¡Afuera! 2012 será el Humor. La propuesta se organizará tomando en consideración las múltiples perspectivas y abordajes de los usos del humor no sólo en sus diversas manifestaciones en el arte, sino también como componente simbólico cultural omnipresente en todas las culturas contemporáneas.

Con este marco, la charla de presentación contará con la presencia de Eva Grinstein, quien conceptualizará sobre la muestra en un edificio recuperado de la Ciudad de Córdoba, Alberto Nanclares, quien nos comentará sus ideas sobre artistas y obras para la Sección del Espacio Público, y Ramón Parramón, quien llevará a cabo el programa de Residencias que se articulará con Ciudad de las Artes con la Escuela Figueroa Arlcorta. Por su parte Javier Martín-Jiménez hablará sobre el trabajo en torno a los proyectos en espacio público desde su gestación hasta su concreción pasando por el trabajo de gestión, financiación y puesta en marcha.

Para continuar a ler, basta ir até à Hipermedula...

Bolsa de mobilidade artística 2012

Bolsa de mobilidade artística "Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura", em parceria com Roberto Cimetta Fund

Tendo em vista a preparação de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, a Fundação Cidade de Guimarães e o Roberto Cimetta Fund (RCF)  abriram uma bolsa de mobilidade artística para apoiar o intercâmbio cultural entre a cidade de Guimarães (Portugal) e a região Euro-Árabe.

Se é artista ou agente cultural e deseja deslocar-se a Guimarães, ou se está em Guimarães a preparar um projecto de intercâmbio artístico e pretende participar numa residência, num workshop, num encontro de profissionais, num seminário ou conferência, então pode concorrer a esta bolsa para cobrir as despesas de deslocação e de autorização de permanência no local de destino, desde que as deslocações ocorram após o início das candidaturas (1 de Setembro).

No processo de selecção, será dada prioridade a candidaturas no âmbito das seguintes áreas artísticas: música, artes performativas, cinema, arte contemporânea, design e arquitectura, preferencialmente no contexto de projectos de residência.

A bolsa “RCF/Guimarães 2012 Mobility Fund” é promovida pelo RCF. Na atribuição desta bolsa são aplicáveis os seguintes critérios:

O objectivo da viagem deve potenciar um impacto de longo prazo no sector artístico na bacia do Mediterrâneo. Ou seja, a viagem deve contribuir para o reforço dos recursos existentes, que, por sua vez, podem ser partilhados em rede e promover o contacto entre artistas e operadores artísticos no próprio país ou região, de modo a manter, renovar e desenvolver as artes contemporâneas.

A viagem deve ter lugar após a data de início das candidaturas. Isto implica que o candidato terá de pagar as suas despesas antes mesmo de saber se a bolsa lhe será atribuída ou não.

Perfil dos candidatos:

Podem candidatar-se indivíduos que vivam ou trabalhem na região Euro-Árabe, independentemente da idade ou nacionalidade; São elegíveis candidatos que exerçam actividade como artistas, criadores, professores, agentes culturais, administradores ou gestores de projecto.

São elegíveis candidatos que não disponham de recursos próprios para financiar o seu projecto.

As candidaturas devem ser apresentadas individualmente, via e-mail, para o endereço: grant@cimettafund.org. No máximo, apenas três membros de um mesmo grupo poderão beneficiar de uma subvenção relativa ao mesmo projecto. Um bolseiro só poderá recandidatar-se duas vezes. Os candidatos devem optar pela via de transporte mais económica, e apenas podem candidatar-se a um bilhete internacional de ida-e-volta, e, despesas de autorização de residência (transporte local não reembolsável).

O comité de selecção delibera a 1 de Dezembro de 2011 (data limite para recepção de candidaturas: 30/09/2011)

Os interessados devem visitar o sítio www.cimettafund.org e preencher o formulário de contacto. Ser-lhe-á devolvido o formulário de candidatura RCF/Guimarães2012.

Para mais informações sobre Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura consulte o sítio www.guimaraes2012.pt.

"Pinturas aeropostais" de Eugenio Dittborn

O chileno Eugenio Dittborn (Santiago do Chile, 1943) trabalha desde 1983 na produção de obras que designou de “Pinturas aeropostais”. O conceito é simples: as obras que são maioritariamente sobre papel, material plastificado ou vídeos, são criadas a partir de temas recorrentes como o conflito, a tragédia, a interrupção da viagem, o acidente, a distopia. Essas obras depois são enviadas para o destino da exposição dobradas (ou embaladas, no caso dos vídeos) e colocadas dentro de envelopes de encomenda postal, tendo escrito na capa o endereço, o remetente do artista e a descrição. À medida que vão sendo apresentadas em vários lugares estas obras vão acumulando no sobrescrito a listagem desses lugares por onde passaram.

Há aqui uma nítida vontade de ‘transterritorialidade’ mas digamos que, para além deste método, há nas técnicas utilizadas, no suporte e nas linguagens, uma tal noção de espaço, de essencialidade, e de beleza que, o seu conjunto, nesta mostra no Centro Cultural do Santander de Porto Alegre, é de uma euforia contagiante, não perdendo a sua proximidade do abismo.

António Pinto Ribeiro

É a 8.ª edição da Bienal do Mercosul

É a oitava edição da Bienal do Mercosul, uma das mais singulares bienais de arte do mundo. Abriu no passado dia 10 em Porto Alegre, uma cidade do Rio Grande do Sul, e ocupa vários armazéns desafectados do porto, alguns museus e ainda vários sítios da cidade. O tema geral da Bienal é “Ensaios de Geopoética” e continua uma certa tradição de relação da arte com a política que tem caracterizado esta Bienal nas últimas edições.

A curadoria geral é de José Roca, que anuncia que a Bienal se propôs apresentar obras que reflectem a noção de território a partir das perspectivas geográfica, política e cultural. Aparentemente nada de muito novo neste enunciado que é suficientemente vago para permitir a apresentação de trabalhos organizados, estes sim, em “entradas” mais específicas e pertinentes. São elas: a( geo)poética propriamente dita, mercado, raça, questão, indígena, cadernos de viagem, entre outras. A montagem  – na secção apresentada  nos armazéns do porto – conta com um dispositivo de recepção das obras que é claro e estimula o cruzamento de múltiplas obras e projectos. Maioritariamente constituída por instalações e vídeos, a mostra não se limita a apresentar artistas oriundos dos países do Mercosul mas inclui artistas chineses, dos Camarões, egípcios, franceses, alemães, etc.

As obras que destacamos são da autoria de Duke Riley (EUA), Javier & Erika (Cuba) – “Haciendo mercado” –, Leslie Shows (EUA) – “Display of properties” –, Marcelo Cidade (Brasil) – “Luto e Luta” –, Paola Parcerisa   (Paraguai) – “Bandera Vacia” –, Paco Cao (Espanha) – “El veneno del baile “. Na secção Cadernos de Viagem, que resulta de viagens dos artistas pela região do Rio Grande do Sul e cujos resultados são maioritariamente muito felizes, realçam-se as obras de Beatriz Santiago Munõz – “Folc- industrial” – vídeo sobre os horários de trabalho dos operários das indústrias de Caxias de Sul – e “Nuevas Floras” de Maria Elvira Escallón, esculturas talhadas nas árvores vivas das Missões durante a evangelização, que actuam como um estilete na recepção do visitante.

António Pinto Ribeiro

(Fotos com obras de Leslie Shows e de Maria Elvira Escallón)

INFLUX: "O Sul é o novo Norte"

No próximo dia 17 de Setembro, a partir das 14h00, inaugura na galeria INFLUX Contemporary Art a exposição colectiva "O Sul é o novo Norte - arte contemporânea Africana".

A INFLUX CONTEMPORARY ART é uma galeria de arte contemporânea que expõe exclusivamente trabalhos de artistas de África e da Diáspora africana.

A galeria é um espaço amplo dividido em duas áreas expositivas contíguas localizada na zona do Lumiar em Lisboa.

Para saber mais, por aqui.

"Maputo will be Occupied once again"

Maputo will be Occupied once again.

Temporary Occupations 20.11 installs itself again in the capital city bringing contemporary art to public spaces, from 11/09 to 02/10.

The Faculty of Medicine at the Eduardo Mondlane University, the Mozambican Photography Association, Cinema Scala, OUA and 25 de Setembro Avenues will be occupied by interventions by Camila de Sousa, Filipe Branquinho, Jorge Fernandes, Shot-B and Azagaia, in the second edition on the project TEMPORARY OCCUPATIONS, this year with the theme of PRECARIOUSNESS.

The opening of the five installations begins at 15:00 at the Faculty of Medicine and will follow this route:

Faculty of Medicine --> OUA Avenue -- > 25 de Setembro Avenue (Cinema Scala + EMOSE building) --> Julius Nyerere Avenue (Mozambican Photography Association).

"To Teach and To Learn. Places of Knowledge in Art"

"Avanza el processo de La Casa Blanda: Costureras, estudiantes de la Universidad de Antioquia, y los miembros del Floating Lab y Provisions Library siguen trabajando en los últimos detalles de la instalación"

Encuentro Internacional de Medellín (MDE11)

The focal point of the Encuentro Internacional de Medellín (MDE11) centers on the different ways of shaping and creating knowledge within art, while also raising questions on the limits and challenges of pedagogical experimentation in institutional, artistic and community practice. MDE11 aims to bring to the fore the tension between regulated, institutional and academic knowledge and more experimental forms of knowledge based on collective, community and self-managed practices. These heterogeneous approaches connect players and resources in the art circuit with projects and experiments that go beyond that circuit and have resonance in other contexts.

Aware that the art experience always operates in the terrain of the unknown and is subject to experimentation, doubt and indeed ambiguity, MDE11 proposes an ongoing, open dialogue with art practices, research within and outside the confines of academia, and community strategies and pedagogies that are critical of visual arts that provide alternatives to artistic environments and traditional learning processes.
Based on an initial proposal put forward by José Roca, the curatorial team made up of Nuria Enguita Mayo, Eva Grinstein, Bill Kelley Jr. and Conrado Uribe, has structured the concept of MDE11 around three focal points: Laboratory, Studio, and Exhibition, which in turn are subdivided into various "areas of activation". The emphasis is on process-based, collaborative work aimed at proposing issues and possible forms of producing knowledge through art practices by various authors, communities, collectives and students both from Medellín and elsewhere. This approach stems from working methodologies focused on processes designed to shed light on matters that have been passed over, hidden or not studied by traditional disciplines, i.e., on forms of organizing information that can lead to new ways of viewing and understanding our surroundings.
Para saber mais basta ir aqui.

"Changes your perception of Africa and contemporary art"

Climbing down (2005/2011), de Barthélémy Toguo (Camarões, 1967)

Ao fundo as fotografias African spirits (2008) de Samuel Fosso (Camarões, 1962)

Ars 11- Changes your perception of Africa and contemporary art é o título da exposição que até final de Novembro pode ser visitada no Kiasma – Museu de Arte Contemporânea, em Helsínquia. São cerca de 300 peças – instalações, vídeos, fotografia -, algumas das quais criadas especialmente para esta exposição pelos 30 artistas convidados, onde se encontram alguns que nasceram, vivem e trabalham em África, outros que fazem parte da Diáspora e ainda outros que não tendo raízes africanas, desenvolveram com o continente algum tipo de relação. Embora todos os trabalhos apresentem uma ligação directa com África, os temas que abordam extravasam as suas fronteiras e são universais: migrações, sustentabilidade ambiental, vida nas cidades. Por outro lado, a memória e o modo como a história do seu passado colonial influenciam e condicionam o presente do continente e dos seus habitantes são igualmente abordados por alguns artistas. Paralelamente à exposição no Kiasma, decorrem em Helsínquia outras manifestações artísticas e Ars 11 estende-se ainda a outros espaços expositivos na Finlândia, fazendo parte da programação de Turku como Capital Europeia da Cultura de 2011, e na Suécia.

Três dos artistas de Ars 11 expuseram já em Lisboa nos últimos anos: algumas das fotografias da série “Hyena man” do sul-africano Pieter Hugo fizeram parte da exposição Um Atlas de Acontecimentos, realizada no âmbito do Programa Estado do Mundo (2006-2007); o camaronês Barthélémy Toguo criou especialmente para o Próximo Futuro (2009-2011) a instalação “Liberty leading the people”, que esteve em frente ao Museu Gulbenkian durante o verão de 2010; este ano, uma das artistas convidadas pelo Próximo Futuro para criar uma peça para o jardim foi Nandipha Mntambo (Suazilândia, 1982) que criou “Casulo”, uma obra que “conjuga a relação da natureza com a do acolhimento ao visitante que se passear pelo jardim” até 30 de Setembro.

Yesterday I had a dream (2011), video-instalação de Samba Fall (Senegal, 1977)

Artistas : Georges Adéagbo (Benin, 1942); Ardmore Ceramic Art (África do Sul); Sammy Baloji (República Democrática do Congo,1978); Ursula Biemann (Suiça, 1955); Baaba Jakeh Chande (Zambia, 1971); Kudzanai Chiurai (Zimbabué, 1981); Steven Cohen (África do Sul, 1962); El Anatsui (Gana, 1944); Samba Fall (Senegal, 1977); Rotimi Fani-Kayode (Nigéria, 1955 – Reino Unido, 1989); Samuel Fosso (Camarões, 1962);  Patrizia Guerresi Maïmouna (Itália, 1951); Ditte Haarløv Johnsen (Dinamarca,1977); Romuald Hazoumè (Benin, 1962); Laura Horelli (Finlândia, 1976); Pieter Hugo (África do Sul, 1976); Alfredo Jaar (Chile, 1956); Michael MacGarry (África do Sul, 1978) ; Vincent Meessen (Estados Unidos, 1971); Nandipha Mntambo (Suazilândia, 1982); Baudouin Mouanda (República do Congo, 1981); Otobong Nkanga (Nigéria, 1974); Odili Donald Odita (Nigéria,1966); Emeka Ogboh (Nigéria, 1977); Abraham Onoriode Oghobase (Nigéria, 1979); J.D. 'Okhai Ojeikere (Nigéria, 1930); Andrew Putter (África do Sul, 1965); Elina Saloranta (Finlândia, 1968); Mary Sibande (África do Sul, 1982); Barthélémy Toguo (Camarões,1967)

Para mais informações ver aqui.

Texto e fotos de Ana Barata

Mais "Ocupações Temporárias" em Maputo!

© Maimuna Adam

OCUPAÇÕES TEMPORÁRIAS 20.11 inaugurará no dia em que se celebram 10 anos sobre o ataque às torres de Nova Iorque, o dia que marca a queda do mito da segurança inviolável, o fim da tranquilidade colectiva. Novos interesses parecem estabelecer-se e com isso novas ordens que alteram estruturas fundamentais como o trabalho, o parentesco, as relações sociais e até as identidades. Estes são os tempos da PRECARIEDADE, do transitório, do temporário, do inseguro.

O que acontecerá ao que sempre nos foi confortável e apaziguador, ao que sempre tivemos como definitivo, permanente, seguro? Voltará? Queremos que volte? Saberemos, poderemos, conciliar frenesim com eternidade? Resultado com paciência? Sucesso com memória? As OCUPAÇÕES TEMPORÁRIAS 20.11 são elas próprias, por definição, precárias, tendo em conta os locais e condições em que se apresentam, mas na versão deste ano sê-lo-ão ainda mais, já que se apresentam assumidamente como uma proposta de reflexão pública sobre o tema que terá um espaço de particular relevo nos encontros com artistas e as conferências a realizar em parceria com a Academia.

Para saber mais é só seguir por aqui...

Fellowship for curators and scholars from Latin America

Published3 Aug 2011

Tags améria latina artes visuais bolsas documenta

Guillermo Faivovich and Nicolás Goldberg picking transgenic cotton in Chaco Province, Argentina. May 21, 2011. Foto: Carolyn Christov-Bakargiev

Fellowship for curators and scholars from Latin America

(CALL FOR APPLICATIONS)

dOCUMENTA (13) and the Colección Patricia Phelps de Cisneros (CPPC) have created a Curatorial Fellowship that will offer curators and scholars from Latin America the opportunity to work on the development of dOCUMENTA (13), an exhibition that will take place in the summer of 2012 in Kassel, Germany.

Continuar a ler aqui.

"About Change in Latin America and the Caribbean"

Published25 Jul 2011

Tags américa latina artes visuais caraíbas

Até ao próximo dia 31 de Julho é possível ver em Washington a primeira parte de três da plataforma visual About Change in Latin America and the Caribbean, com trabalhos de artistas da Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Brasil, Dominica, República Dominicana, Guyana, Haiti, Jamaica, Saint Kitts e Nevis, Saint Lucia, Saint Vincent e the Grenadines, Suriname, Trinidade e Tobago e Uruguai.

Ler e ver mais aqui.

"Art from the Developing World..."

Published11 Jul 2011

Tags artes visuais el anatsui gana the armory show

"EL ANATSUI at The Armory Show"

A gallerist at the Armory Art Show recently asked me what it was like to work with artists from developing regions of the world. I didn’t mind this question, but he did it while staring down at me with a look of pity, which felt like a condescending pat on the head. It may have been his healthy 6 foot height that made me feel that way, or it could have been his (mis)assumption of what it means to make art in regions considered “less established” than their North American or European counterparts. Either way, I surmise he was suggesting I had chosen the short straw.

Ironically, we were standing in front of a vast and elaborately interwoven tapestry made entirely of found bottle tops by world-renowned Ghanaian artist El Anatsui. Amongst the likes of William Kentridge and Marlene Dumas, El Anatsui is arguably one of the most prolific contemporary artists to come out of Africa.  This made me smile—which soon turned to a full-fledged grin when I glanced over at its $500,000-plus price tag.  There is something beautifully ironic about an artist who creates a work using found objects that, in essence, cost nothing, and then through ingenuity and the right positioning is able to enter the higher echelons of the global art market and find legitimization. This may sound vindictive, but I would prefer to think this admiration advocates that the resourcefulness and creativity of such an artwork is just inexplicably worthy.

Para continuar a ler "Art from the Developing World: Differently Indifferent", de Claire Breukel, basta clicar aqui.

música para dançar com BALOJI: concerto único hoje às 19h!

É hoje, às 19h00, no Anfiteatro ao Ar Livre do Jardim Gulbenkian, que terá lugar o concerto único do músico BALOJI no PRÓXIMO FUTURO

Cada bilhete custa 10 Euros e pode adquiri-lo on-line aqui.

Europa e África compõem a personalidade de Baloji, músico congolês a viver em Bruxelas. Esta bipolaridade geográfica transparece claramente no seu projecto artístico, cruzando o hip-hop fluido com uma soul inflamada ou o high life, sempre tocado pelo omnipresente voodoo subsariano. Baloji representa fielmente uma África pós-exótica, assimilando sem complexos o ‘vaivém’ intercontinental de influências e informação e mostrando-se, principalmente, muito consciente das questões colocadas pelo debate pós-colonial. É membro de uma orgulhosa linhagem de músicos africanos que se caracterizam por uma sólida consciência política, quase cínica, mas não desprovida de esperança. No entanto, numa actuação sua jamais se perde um forte sentido de festa e diversão.

PRÓXIMO EVENTO / 28 de Junho (terça-feira) 

22h00 Anfiteatro ao Ar Livre CINEMA Bilhete único: 3 Eur

L'Afrique Animée, de Moumouni Jupiter Sodré (Burkina Faso, 2010)

Ti-Tiímou, de Michel Zongo (Burkina Faso, 2009)

Un Transport en Commun, de Dyanna Gaye (França-Senegal, 2009)

Entretanto, no Jardim Gulbenkian encontra também as propostas de arte pública desenvolvidas pelos artistas Nandipha Mntambo (“Casulo – Cocoon”), Kboco (“Abrigo Sublocado”) e pelo colectivo Raqs Media (“However Incongruous”), a par das intervenções artísticas de Bárbara Assis PachecoRachel KormanIsaías Correa e Délio Jasse nos Chapéus-de-sol concebidos pela arquitecta Inês Lobo.

Para ver e disfrutar até 30 de Setembro de 2011.

reescrever a história: chegou a vez de... LYGIA PAPE!

 

Hoje, às 20h de Madrid, foi inaugurada no Museo Reina Sofia a tão aguardada retrospectiva de uma das mais importantes artistas da contemporaneidade: a genial, brasileira, LYGIA PAPE (Nova Friburgo, 1927 - Rio de Janeiro, 2004). 

A mostra abriu simbólicamente com a realização da performance que a artista apresentou pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ainda em 1968, intitulada "Divisor" (na foto), com a qual pretendia levar a cabo um trabalho colectivo que não dependesse exclusivamente da sua presença. Pape convidou cada observador a colocar a sua cabeça nos orifícios existentes num enorme tecido branco, que assim ligava todos os participantes como se fizessem parte de um corpo único, apenas se distinguindo/dividindo pelas cabeças que assomavam em cada abertura. Mas esta estratégia de apropriação criativa do espaço público (e da vida urbana) é apenas um dos muitos fios condutores de uma exposição que promete reavaliar internacionalmente um percurso ainda pouco conhecido fora do Brasil.

"LYGIA PAPE, Espacio Imantado" reúne cerca de 250 obras, entre pinturas, relevos, xilografias e performances, apresentadas através de objetos, vídeos e fotografias, assim como uma abundante produção cinematográfica, cartazes de filmes, poemas, colagens e documentos, que estarão expostos até 3 de Outubro de 2011. (continuar a ler sobre a exposição no Museo Reina Sofia, aqui)

E para saber mais sobre a Lygia Pape:

Projecto Lygia Pape (Associação Cultural organizada ainda em vida pela própria artista)

Enciclopédia Artes Visuais (Itaú Cultural) 

Lygia Pape (primeira exposição individual em Portugal, na Galeria Canvas, Porto, 1999; na qual a própria Lygia montou uma "Tteia" de canto)

Lygia Pape em "Um Oceano Inteiro para Nadar" (Culturgest, Lisboa, 2000; tendo sido adquirida a obra "Banquete Tupinambá", do mesmo ano, para a Colecção da CGD)

Lygia Pape (mostra antológica no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, 2000)

"Lygia Pape. But I Fly" (exposição individual póstuma, na Galeria Graça Brandão, Lisboa, 2008)

Lygia Pape, 'Tteia I, C' (Bienal de Veneza, 2009)

Excerto do artigo publicado no jornal Expresso em Novembro de 2000, a propósito da exposição da artista em Serralves (na sequência da primeira individual na Canvas, em 1999, na qual foi possível testemunhar a montagem de uma 'Ttéia' de canto pela própria Lygia Pape):

LYGIA PAPE desde cedo integraria o Grupo Frente através de Ivan Serpa, com quem estudara, situando-se na dissidência carioca do Movimento Concreto brasileiro ao lado de outros artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica.

A sua obra inicial, das «Pinturas» aos «Relevos» realizados entre 1954/56, ensaiou primeiro o questionamento do suporte bidimensional, dissecando as relações sintáticas entre linha, forma e cor na obra pictórica, para partir à conquista do espaço aberto, animado pelos ritmos que sugerem a progressão da construção geométrica e pela flutuação dos motivos num campo alargado, sugerido para além das margens do plano pictórico.

Essa pesquisa centrada nos limites da pintura, e paralela às propostas de Oiticica e Clark, levaria Pape em direcção ao espaço real, não restrito ao carácter físico da obra em si, mas intervencionado de modo a constituir a parte de um ambiente específico, capaz de promover uma experiência sensorial plena e interactiva junto do espectador.

Deixa-se a tela, o muro, para ganhar o carácter multifacetado da vida. Recusa-se o exclusivo visual em favor da fruição multisensorial, promovendo o observador a agente activo, potenciador dos sentidos e significados últimos da obra de arte. Dos «Poemas Luz» e «Poemas Objectos», de finais dos anos 50, aos seus «Livros» - da Criação, da Arquitectura, do Tempo, já na viragem dos anos 60, é toda uma componente escultórica que se reforça, possibilitando o manuseamento do objecto, aliada à invenção de um léxico sem palavras. São formas e cores a conjugar pelo espectador-participante.

Outros trabalhos, como «Divisor» e «Ovo», ambos de 68, figuram como adereços expectantes, dependentes da acção humana para a sua efectivação. Outrora funcionaram como albergues de bailarinos ou músicos de samba, habitados em contextos performáticos de que agora apenas temos o registo documental como memória. Feitos de tecidos ou malhas tornadas membranas, cascas elásticas e frágeis vocacionadas para o envolvimento corporal total, não deixam de lembrar o vestuário para sambar de Oiticica («Parangolés»), as suas construções abertas a todas as sensorialidades («Penetráveis») ou mesmo os abrigos sinestésicos de Clark («Ninhos» e «Cosmococas»). A membrana que assim se resolve em divisões relativas e translúcidas remete ainda para as várias «Tteias» que Pape realizou já na década de 90, atestando uma inventividade inesgotável e a extrema coerência de uma obra desenvolvida ao longo de 50 anos de actividade.

A exposição permite ainda conhecer as suas incursões no domínio da dança e do cinema, apresentando os sólidos geométricos que pontuaram o espaço cénico dos seus «Ballets Neoconcretos» (1958/59) e integrando no ciclo de cinema brasileiro algumas das filmagens realizadas pela artista nas décadas de 60 e 70, dando expressão à riqueza transdisciplinar das suas propostas. Lúcia Marques

HUASIPICHAY: artistas do Equador

Published20 May 2011

Tags artes visuais brasil equador huasipichay

Artistas do Equador (na foto, no segundo dia de montagem em São Paulo, Brasil), para ver aqui.

Huasipichay é uma festa, um encontro, um convite. No mundo andino, o termo (etimologicamente Huasi- casa, Pichay- varrer, ou limpar) é utilizado para celebrar uma abertura: a inauguração e limpeza de uma casa após um processo comunitário ou mutirão.
Uma casa é um lugar de confluência. A unidade básica da cidade, o átomo urbano e também um refúgio pessoal que pode ser compartilhado.
Neste projeto, o conceito de Huasipichay foi adotado como o detonador para um processo de colaboração entre os participantes, a partir de seus universos pessoais. Além disso funciona como método de inter relação pelo qual os diferentes entornos individuais se cruzam e se contaminam. Neste cruzamento se produzem leituras socio-culturais provenientes de duas latitudes diferentes: Uma na altura dos Andes e outra, quase ao nível do oceano Atlântico.

Mais sobre o projecto HUASIPICHAY, por aqui.

DISLOCACION: do Chile à Suiça

[Nicolas Rupcich (em colaboração com Emilio Marín), Big Pool, 2010 (fotografia)]

Inaugura esta semana, na Suiça, o projecto de investigação que a curadora e artista Ingrid Wildi Merino concebeu e organizou em Santiago do Chile em Setembro de 2010 e que a co-curadora Kathleen Bühler ajudou a levar agora (e até Maio de 2011), para o Juraplatz e para o Kunstmuseum de Berna.

Não se trata apenas de uma mega-exposição que, aliás, no Chile envolveu as principais instituições culturais da capital, desde os museus – Museo Nacional de Bellas Artes, Museo de Arte Contemporáneo, Museo de la Solidaridad Salvador Allende, Museo de la Memoria y los Derechos Humanos –, às incontornáveis galerias Gabriela Mistral e Metropolitana, passando ainda pelo axial Centro de Arte Alameda, pelo alternativo Canal Señal 3 de la Victoria, sem esquecer a charmosa Librería Ulises. É sobretudo uma plataforma de actividades desenvolvida entre dois países e continentes como um “ensaio curatorial”, em torno da “globalização terrestre, suas causas históricas e seus efeitos contemporâneos” (mais sobre o conceito-exposição aqui).

Dislocacion” é de facto uma exposição sobre e em deslocação, mas também um simpósio, um ciclo de conferências e outro de cinema e disponibiliza no seu website multilingue textos fundamentais para compreender a ramificação do próprio projecto  (basta ir aqui).

Links úteis para os artistas e respectivas obras em “Dislocacion” (na sua grande maioria trabalhos inéditos, especificamente produzidos para este projecto): Ursula Biemann, Boisseau & Wetermeyer, Juan Castillo, OOO Estudio, Thomas Hirschhorn, Alfredo Jaar, Voluspa Jarpa, Josep-Maria Martín, Mario Navarro, Bernardo Oyarzún, RELAX (chiarenza & hauser & co), Lotty Rosenfeld, Ingrid Wildi Merino, Camilo Yáñez, Nicolás Rupcich.

Lúcia Marques

The Global Africa Project

Trata-se de uma das maiores exposições de design de artistas africanos e da diáspora apresentada no Mad (Museu das Artes e Design) em Nova Iorque. A exposição reparte-se por vários andares e organiza-se em núcleos tais como: marcas, intersecção de culturas, diálogos ecléticos, transformando tradições, construindo comunidades, etc. E assim são apresentados tecidos, desenhos, fotografias de cortes de cabelo, pintura, roupa, jóias, objectos de uso doméstico, mobiliário, etc. Mas o mais importante é a definição do contexto que indica a produção sofisticada destas obras no mundo global. Os seus autores são africanos ou afro-descendentes e entre as várias dezenas expostos destacam-se nomes como Rachid Korachi, Gonçalo Mabunda, Ynka Shonibare, Sheila Bridges, Iké Udé, Meschac Gaba, Vlisco, e muitos, muitos outros que apresentam obras sofisticadas, elegantes, de bom gosto e recorrendo a materiais inusuais no design europeu e americano e de uma versatilidade ímpar. Mais uma ideia da África cosmopolita.

El Museo del Barrio

Luis Camnitzer

El Museo del Barrio agora nas novas instalações na 5ªa Avenida (1230) tem um programa muito claro: apresentar a riqueza da cultura latino-americana e caribenha em Nova Iorque. Tem um acervo de 6.500 obras de arte e de culto, algumas delas como 800 anos de história. O museu foi criado há 40 anos e tem cumprido o objectivo de dar a ver as práticas culturais e contar as narrativas das comunidades e dos países que se propôs mostrar bem como da diáspora nova-iorquina com a qual trabalha de um modo muito intenso. Neste momento e até 29 de Maio apresenta uma retrospectiva do artista uruguaio  Luis Camnitzer (Alemanha, 1937) residente em Nova Iorque há décadas. A exposição particularmente representativa do percurso de Camnitzer  mostra as suas facetas de artista que sempre trabalhou no campo experimental e político. As obras reflectem as suas temáticas sobre a condição de artista de um país periférico, a condição de artista como trabalhador e produtor e o carácter de mercadoria que a obra de arte sempre implica.

Virus americanus xiii, 2003 de Vargas-Suarez Universal  

O acesso ao acervo permite ver e apreciar obras e artistas de referência da História de Arte latino-americana e suas relações –não exclusivas com praticas ancestrais. Obras em destaque:

Sin título , n.d. de Eloy Blanco (Puerto Rico, 1933)

Virus americanus xiii, 2003 de Vargas-Suarez Universal (México, 1972)

Ambulatorio, 2003 de Oscar Muñoz (Florida, 1969)

Poesia blanda, 2003 de Andrea Moccio (Buenos Aires, 1964)

Armory Show

Published9 Mar 2011

Tags armory show artes visuais

A Armory show é a feira de arte contemporânea de Nova Iorque. Está organizada em duas secções: as galerias “caras” da arte moderna : Picassos, Dalis , Rauschenbergs; mas também havia peças de Andy Warhol, de Basquiat e de outros artistas dos setenta e oitenta, e, claro em maior número os stands de arte contemporânea. Nesta edição uma secção importante da feira estava reservada às galerias latino-americanas (dezoito) e que eram o seu núcleo temático desta edição. Particularmente bem representadas estavam as brasileiras, as mexicanas, as argentinas, as chilenas mas também uma presença qualitativa do Uruguai e do Peru.

Mas a Armony show é também um pretexto para uma semana de arte contemporânea que faz que surjam todos os anos feiras paralelas mais off ou mais conservadoras, que aconteçam múltiplas actividades na performance, no cinema e no vídeo, e as galerias de Chelsea e do Soho aproveitam para exporem novos artistas ou apresentarem novas exposições. Claro que uma feira de arte é uma feira de compra e de venda e portanto o dinheiro circula. E circula muito e depressa como o confirmavam as vendas assinaladas nos stands e as newsletters de algumas galerias, uma das quais informava que a Christie’s tinha vendido cinco biliões de dólares no ano fiscal de 2010, o que queria dizer mais 53% que em 2009; a Sotheby’s, por sua vez, tinha vendido 4,3 biliões em 2010, mais dois biliões que no ano anterior. O que queria isto dizer? Que as expectativas de venda são grandes para 2011 e que o mercado da arte está recuperar extraordinariamente da crise do 2008 e 2009.

ONDE ESTÁ A ARTE CONTEMPORÂNEA? Respostas de Hans Belting e Andrea Buddensieg no próximo dia 12 de Março

 

Dando continuidade, em 2011, ao ciclo de conferências que ao longo do ano passado proporcionou o encontro em Lisboa com pensadores incontornáveis da contemporaneidade (tais como Hans Ulrich Obrist e Michael Hardt) investigadores no cruzamento da arte e ciência (como Nelson Brissac) ou mesmo programadores e curadores também de geografias muito diversas (como foi o caso de Brett Littman, Raphaela Platow e Luiz Camillo Osório), o CARPE DIEM – Arte e Pesquisa  recebe já no próximo dia 12 de Março a dupla de historiadores e curadores do projecto “GAM – Global Art and the Museum” (Arte Global e o Museu): Hans Belting e Andrea Buddensieg.

A conferência centrar-se-á na discussão de um “novo estatuto da arte e dos museus de arte contemporânea num mundo globalizado”, partindo do pressuposto de que os Museus “estão a ser discutidos como sítios de produção cultural contestados, onde a representação da cultura, quer nacional, local ou popular facilmente se transformou numa questão política”.

Co-autor do projecto GAM juntamente com Peter Weibel, o polémico Hans Belting (célebre autor de “O Fim da História da Arte”, traduzido para português em 2006 pela Cosac Naify) será acompanhado em Lisboa pela actual coordenadora desta plataforma de pesquisa: A. Buddensieg, que com Weibel e Belting co-editou, respectivamente, duas importantes reflexões ligadas a este tema (ambas publicadas pela Hatje-Cantz: “Contemporary Art and The Museum. A Global Perspective“, 2007; e “The Global Art World. Audiences, Markets and Museums”, 2009).

A intervenção da dupla defenderá que, o que consideram ser Arte Global, “na sua nova expansão, pode mudar substancialmente o conceito do que é a arte contemporânea e a arte no geral, pois ela está em lugares onde nunca esteve na história da arte e onde não existe qualquer tradição de museu”. Debate actualíssimo e imperdível.

Lúcia Marques

INFLUX: Tchalé Figueira na rota Mindelo-Lisboa

Published25 Feb 2011

Tags artes visuais cabo-verde tchalé figueira

Prosseguindo um trabalho pertinente de divulgação em Portugal de artistas contemporâneos de África, a galeria INFLUX acolhe a partir de amanhã, sábado, a mais recente exposição individual do artista Tchalé Figueira (n. 1953, Ilha de S. Vicente, Cabo Verde).

A exposição intitula-se “Do Arco da Velha” e será visitável em Lisboa até 9 de Abril de 2011.

Há um texto iniciático de Irineu Rocha (director da M_EIA, Mindelo Escola Internacional de Arte) sobre a obra de Tchalé aqui e no blog do próprio artista também é possível ler alguns dos seus poemas e partes de livros já publicados, bem como posts activistas, de natureza cívica, que também contextualizam a sua multifacetada obra.

LM

Revolução em processo, também na exposição “Propaganda by Monuments”, no CAIRO

Com data de inauguração programada à partida para 30 de Janeiro de 2011 – dia em que consecutivas manifestações nas ruas originaram a primeira nomeação em 30 anos de um vice-presidente no Egipto! –, a exposição “Propaganda by Monuments” foi adiada sine die, tendo a curadora Clare Butcher iniciado um diário que relata as experiências vividas durante a montagem e justificado a opção de refazer o enquadramento conceptual da mostra, de modo a incluir esta inesperada revolução popular egípcia.

Entretanto, algures numa Cairo ainda em processo revolucionário, estarão os trabalhos de Hasan & Husain Essop, Ângela Ferreira, Dan Halter, Runa Islam, Iman Issa, Ahmed Kamel e Kiluanji Kia Henda, escolhidos para uma iniciativa que, curiosamente, já propunha uma reflexão sobre o que acontece quando a revolução se torna realidade e quando a revolução acaba.

Imperdíveis, as palavras e imagens de Clare Butcher aqui.

LM

Uruguai prepara a IX Bienal de Salto, adiantando que a edição de 2013 será aberta a artistas estrangeiros

Published23 Feb 2011

Tags artes visuais bienal uruguai

Já estão abertas as inscrições para a IX Bienal de Salto, no Uruguai, terminando o prazo de candidaturas a 18 de Abril de 2011.

A participação é por concurso dirigido a artistas que sejam uruguaios, maiores de 18 anos, cidadãos naturais ou legais, residentes ou não no país, compreendendo todas as manifestações artísticas que estejam contempladas nas artes plásticas-visuais, conforme se pode ler na secção on-line de Preguntas Más Frecuentes. Nessa secção informativa também se adianta que já está previsto que a próxima Bienal de Salto, em 2013, seja internacional, abrindo-se nessa altura à participação de artistas estrangeiros.

A inauguração da IX edição da Bienal de Salto está agendada para 14 de Maio de 2011.

Mais informações também através da página dedicada ao evento no Facebook.

LM

Lançamento do livro HOME & ABROAD: o primeiro workshop da Triangle Network em Portugal, que juntou artistas dos 5 continentes

Published21 Feb 2011

Tags artes visuais triangle network xerem

É durante esta semana, a 22 de Fevereiro (às 19h) na GASWORKS (em Londres) e a 26 de Fevereiro (às 18h) no CARPE DIEM – Arte e Pesquisa (em Lisboa), que será lançado o livro HOME & ABROAD, documentando as várias actividades concretizadas no âmbito daquele que foi o primeiro workshop da Triangle Network organizado em Portugal, fruto de uma parceria com a associação cultural XEREM. A publicação é bilingue (pt/ing) e fornece variadíssima documentação visual sobre o desenvolvimento do workshop com os 21 artistas participantes durante as duas semanas de residência em Sintra – no Monte dos Ciprestes –, destacando ainda o dia de abertura (“Open Day”) dos espaços de atelier, na casa do Monte, ao público interessado.

Os artistas residentes internacionais foram: Ana Maria Milán (Colômbia), Alex da Silva (Cabo Verde), Beatriz Albuquerque (Portugal), Bernard Akoi-Jackson (Gana), Binu Bhaskar (Índia/Austrália/Emirados Árabes Unidos), Carlos Mélo (Brasil), Cristina Ataíde (Portugal), Daniel Melim (Portugal), Gayle Chong Kwan (Escócia/China/Ilhas Maurícias), Gemuce (Moçambique), Hindhyra (Angola), Isabel Lima (Portugal), Rachel Korman (Brasil/Portugal), Rémi Bragard (França), Salomé Lamas (Portugal), Sara e André (Portugal), Susana Guardado (Portugal), Teodolinda Semedo (Portugal), Tiago Borges (Angola/Portugal), Yara El –Sherbini (Reino Unido/Egipto).

Para além dos textos dos respectivos coordenadores artísticos e co-fundadores da Xerem (Mónica de Miranda e Jorge Rocha), a edição conta também com os testemunhos do próprio director da Triangle Network (Alessio Antoniolli) e da curadora residente (Lúcia Marques), bem como com os diversos contributos de outros curadores, programadores, gestores culturais e artistas convidados a participar na programação transversal desta iniciativa, nomeadamente David-Alexandre Guéniot, Lourenço Egreja, Jorge Barreto Xavier, José António Fernandes Dias, Andrzej Raszyk, Fabrice Ziegler, Herwig Turk, João Dias, Graça Pereira Coutinho, Xana e Rigo. O design é assinado pelos MusaWorkLab.

Mais informações no website da XEREM

LM

A “diversidade que se agrega num todo”, com Hisae Ikenaga em Lisboa

Published2 Feb 2011

Tags américa latina artes visuais hisae ikenaga

Primeira oportunidade para ver em Portugal o trabalho eclético que a jovem artista mexicana, de ascendência nipónica, Hisae Ikenaga (1977) tem proposto através do recurso a materiais e objectos de fabrico industrial disponíveis em cadeias multinacionais, procurando reconfigurar num contexto artístico as suas possibilidades de utilização.

Ikenaga transforma peças de mobiliário do IKEA em esculturas, desmultiplica recortes dos contornos de equipamentos domésticos tornando-os delicados cenários de papel e cria novos “fósseis” com bolas de golfe e corais, num jogo de dicotomias assumidamente lúdico e simbólico. Radicaliza a própria lógica “do it yourself” (“faça você mesmo”), que permite a ampla circulação e comercialização de objectos de consumo, para desviá-los do seu destino formal e funcional mais evidente. Com uma biografia que cruza a América Latina, Europa e Ásia, Hisae Ikenaga traz para a sua obra um modo descomplexado de celebrar a criatividade num mundo cada vez mais dividido entre a homogeneização do que tem alcance global e a sobrevivência do que ainda chamamos de identidades locais. “Concreciones”, ou “diversidade que se agrega num todo”: para ver ao vivo até 26 de Fevereiro na Galeria 3+1, em Lisboa.

LM

“Melhor Assim”: CARLITO CARVALHOSA traz mais luz para o centro da cidade de São Paulo

Comemora-se hoje, dia 25 de Janeiro, o aniversário dos 457 anos da Cidade de São Paulo, no Brasil, e não muito longe daquele que é considerado o “marco zero” da sua fundação (o Pátio do Colégio), o “centro” da cidade, ainda é possível ver a mais recente instalação do artista brasileiro Carlito Carvalhosa, intitulada “Melhor Assim” (2010) e que ocupa todo o espaço cultural SOSO+ (integrado no antigo Hotel Central, projectado por Ramos de Azevedo) situado em plena Avenida São João. “Soso” significa 'fagulha/faísca” em quicongo (uma das línguas nacionais de Angola) e, em São Paulo, com a implementação da galeria Soso em Fevereiro de 2009 – da qual derivou um ano e meio depois o espaço cultural SOSO+ (também propriedade do empresário angolano Mário Almeida), que começou por acolher o projecto “3PONTES” da Trienal de Luanda –, já é sinónimo de espaço dedicado à arte contemporânea e símbolo da revitalização recente do centro paulistano a partir de uma das suas principais artérias. Por isso, “Melhor Assim” é particularmente eficaz enquanto intervenção artística destinada a provocar novas relações entre o espaço arquitectónico e os seus transeuntes, reconfigurando radicalmente, através da luz (que nos permite ver, mas que também nos pode cegar), o próprio espaço SOSO+: nele encontram-se agora colocadas no chão, tecto e paredes, cerca de 330 lâmpadas de 40 watts (mais de 10.000 de potência), criando um ambiente que busca outras formas de percepção sensorial e que, portanto, aprofunda anteriores pesquisas do artista (como a levada a cabo na exposição “Soma dos Dias”, patente ao público na Pinacoteca de São Paulo durante a última Bienal de Artes desta cidade).

Com curadoria de Daniel Rangel (diretor dos Museu do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, que já havia trabalhado com Carlito Carvalhosa na dinamização do Palácio da Aclamação, em Salvador), “Melhor Assim” marca também o arranque do programa “Conexão+”. Trata-se de uma iniciativa programática concebida por Rangel em parceria com Fernando Alvim (artista, autor da Trienal de Luanda e Vice-Presidente da Fundação Sindika Dokolo) e Mário Almeida, que resulta do entendimento do SOSO+ como um lugar “voltado para a experimentação”, onde os “sites-specifics surgem como resultados de um processo criativo contínuo, de pesquisa e montagem”, no sentido de ampliar a proposta inicial deste espaço cultural enquanto “ponto de encontro e diálogo entre o que há de melhor na produção atual de artes visuais do Brasil e de países africanos”. Carlito Carvalhosa soma e segue com a sua luz e em breve será o primeiro artista brasileiro a intervir no átrio do MoMA de Nova Iorque.

Lúcia Marques

Homenagem de afectos a Malangatana Valente Ngwenya

Published22 Jan 2011

Tags África artes visuais malangatana moçambique

 

Chama-se “Homenagem de afectos a Malangatana Valente Ngwenya”, a iniciativa que a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, em Almada, organizou para hoje, prolongando a última exposição individual realizada pelo grande mestre Malangatana (1936-2011). Intitulada “Novos Sonhos a Preto e Branco” esta mostra abriu ao público a 23 de Outubro de 2010, reunindo “uma série de 15 desenhos inéditos” entre outras obras, e decorreu paralelamente à exposição dedicada ao arquitecto José Forjaz. Outro amigo de longa data de Malangatana, também arquitecto e também com ampla obra realizada em Moçambique é Pancho Guedes, cuja colecção de arte africana, reunida sobretudo durante as suas vivências em África, inclui um importante núcleo de pinturas precisamente do início da produção artística de Malangatana, podendo ser vistas na outra margem do rio Tejo, no Mercado de Santa Clara de Lisboa (em plena Feira da Ladra).

Programa para dia 22 de Janeiro, das 14h30 às 18h30, na CASA da CERCA, (entrada livre):

14h30

Encontro informal de amigos do artista

Visita à exposição Novos Sonhos a Preto e Branco e José Forjaz Arquitecto, Ideias e Projectos.

15h30

Intervenções informais / Apresentação de elementos pessoais da relação com o artista.

16h30/17h00

Actuação do Coral TAB (Barreiro). Cânticos em Ronga.

Lúcia Marques

FENDAS de Bechara no MAM do Rio de Janeiro

São os últimos dias, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, da mais recente exposição “Fendas” do artista brasileiro José Bechara, que em Junho de 2009 participou no Próximo Futuro com a instalação de um dos seus projectos de maior fôlego: “A Casa”.

No MAM, sob curadoria de Luiz Camillo Osorio, Bechara apresenta até este próximo domingo – 23 de Janeiro – uma antologia de trabalhos que atravessa a sua obra pictórica até à ao domínio da escultura, em íntima relação com a arquitectura de cada lugar. Nesse último dia da exposição, “serão promovidos laboratórios experimentais de respostas poéticas com som, corpo, texto e desenho” (pelo Núcleo Experimental de Educação e Arte) a partir de uma conversa com o artista sobre o seu processo de criação. Haverá também a apresentação especial de Vera Terra com uma “Performance para um piano de brinquedo de John Cage”, contando ainda com as participações da actriz Andreza Bittencourt, do músico Leonardo Stefano, dos artistas visuais Anita Sobar e Leonardo Campos e da pesquisadora Madalena Vaz Pinto.

Lúcia Marques

Feira VIP exclusivamente online cria rede de expositores dos diferentes continentes

Published21 Jan 2011

Tags artes visuais vip art fair

Falta apenas 1 dia para abrir a VIP Art Fair, apresentada como “a primeira a combinar a força colectiva das principais galerias de arte do mundo com o alcance ilimitado da internet”, conforme se lê no press-release também divulgado em português. A Feira funcionará apenas online – apostando no contacto virtual com as obras e os marchands. – através do webiste http://vipartfair.com/ e durante a semana de 22 a 30 de Janeiro 2011, sendo a navegação gratuita. Mas para “acessar a capacidade interactiva” o utilizador deverá adquirir um “Ticket VIP” que custará US$ 100,00 nos primeiros dois dias e US$ 20,00 nos seguintes. Entre as galerias fundadoras da iniciativa contam-se as famosas Gagosian Gallery (Nova Iorque, Londres, Beverly Hills, Roma e Atenas) e a White Cube, constituíndo no total um grupo de mais de dez sediadas em diversas cidades de diferentes continentes (tais como Seul, Sydney, Tóquio, Zurique, Xangai, etc). Já é possível ver a lista dos expositores e encontrar várias presenças da América do Sul, com claro destaque para a participação do Brasil (5 galerias, quatro das quais de São Paulo e uma do Rio de Janeiro), para além da Argentina, do Chile e do México. De África nota-se, até ao momento, a participação exclusiva da Goodman Gallery, inscrita via Joanesburgo e Cape Town.

Lúcia Marques

Malangatana e Moçambique por Mia Couto

O país chorou e, com verdade, Malangantana. Todos, povo, partidos, governo foram verdadeiros nador da despedida. Vale a pena perguntar, no entanto: fizemos-lhe em vida a celebração que ele tanto queria e merecia? Ou estamos reeditando o exercício de que somos especialistas: a homenagem póstuma? Quem tanto substitui pedir por conquistar acaba confundindo chorar por celebrar. E talvez o Mestre quisesse hoje menos lágrima e mais cor, mais conquista, mais celebração de uma utopia nova. Na verdade, Malangatana Valente Ngwenya produziu tanto em vida e produziu tanta vida que acabou ficando sem morte. Ele estará para sempre presente do lado da luz, do riso, do tempo. Este é um primeiro equívoco: Malangatana não tem sepultura. Nós não nos despedimos (continua).

Idioma Comum

Published18 Jan 2011

Tags artes visuais idioma comum

Inaugurou na semana passada mais uma mostra a partir da Colecção da Fundação PLMJ, mas desta vez dedicada a artistas da CPLP (sobretudo de Angola e Moçambique, mas também com presenças de Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil, estes dois últimos através de descendentes de pais dessas nacionalidades). Trata-se de uma atenção muito recente a estas geografias, que certamente acompanha o crescente interesse por determinadas economias emergentes enquanto potenciais áreas para expansão de negócios num momento em que a Europa atravessa uma crise generalizada (financeira, política, social).

“Idioma Comum” reúne assim, sob curadoria de Miguel Amado, as obras recentemente adquiridas a 14 artistas, na maior parte das vezes representados por dois trabalhos cada, considerando que existe um “idioma artístico comum aos jovens criadores da CPLP”, cujas produções, também segundo Amado, se caracterizam “por uma linguagem contemporânea, marcada por uma visão do mundo de matriz cosmopolita, abordando tanto a realidade cultural local como a ordem social global num cenário pós-colonial” (cf.  Comunicado de Imprensa no Sítio da Fundação)

É o início de uma mudança de atitude num meio que continua com resistências à aposta na criação artística de contextos culturais com os quais deveríamos estar mais familiarizados. Por isso mesmo é preciso pesquisar mais, conhecer e partilhar mais, para se considerar tanto as diferenças como os pontos realmente comuns e combater a ignorância generalizada. É fundamental arriscar abordagens mais informadas para que o destaque dado a estes artistas tenha efectivas consequências a médio e longo prazo. 

Lúcia Marques

Ainda Malangatana

Published7 Jan 2011

Tags África artes visuais malangatana moçambique

Malangatana (n 1936)

Célula 4 Expectativa, 1967

© Laura Castro Caldas & Paulo Cintra

Colecção Culturgest

Moldura do artista moçambicano Chissano

Exposição Réplica e Rebeldia. Artistas de Angola, Brasil Cabo Verde e Moçambique. 2006/ Instituto Camões

Malangatana Valente Ngwenya, Pintor Moçambicano

Published6 Jan 2011

Tags artes visuais malangatana moçambique

Malangatana Valente Ngwenya, pintor Moçambicano, morreu com 74 anos e meio.

Malagatana tinha um andar arrastado lento, arredondado. Transportava o seu peso, as suas maleitas, todos os dias da sua vida sem grandes reclamações. Viajava muito e não reclamava. De Matalane para Maputo, de Maputo para Lisboa, de Lisboa para Maputo. Os seus pés inchados moviam-se pesados e firmes. Malangatana dançava marrabenta.

Malangatana tinha as órbitas salientes e um véu na menina dos olhos que denunciava descuidos de saúde. Pousava as vistas, antes fixava-as, num ponto sem se distrair de tudo em volta. E assim lia o que se passava.

Malangatana falava com voz grossa, profunda, enfumarada, escolhia o momento em que a sua boca se abria. E mordia.

Ngwenya quer dizer Crocodilo

Malangatana Valente Crocodilo morreu com 74 anos e meio. 

Nota: Não será difícil encontrar informações sobre Malangatana. Estão no documentário Ngwenya o Crocodilo de Isabel Noronha, aquiaquiaqui e em muitos outros sítios 

Elisa Santos

As Áfricas de Pancho Guedes

Published17 Dec 2010

Tags África artes visuais pancho guedes

 

É uma exposição notável; pela qualidade do acervo, pela “metodologia” se assim se pode chamar à reunião feita por Pancho Guedes de uma Colecção de Arte feita ao arrepio das correntes estéticas da época, e pelo estudo laborioso feito pelos curadores – Alexandre Pomar e Rui Pereira . O trabalho de investigação subjacente e visível quer na montagem, quer nos textos do catálogo é um trabalho de rara qualidade intelectual. No panorama europeu actual de exposições em torno de artes, de artistas e de África esta é uma exposição Incontornável. Voltaremos a ela….

Algo está a mudar em Nairobi

Published22 Mar 2010

Tags África artes visuais nairobi quénia

Something is happening in Nairobi-something has been roused. There are whispers of audio installations and sightings of video art; conversation on contemporary art is reaching crescendo, and the vocabulary can match that from any scene in the globe. The past decade and a half has seen a painstaking, determined paradigm shift in visual arts in Nairobi, Eastern Africa’s largest city. A crop of young, prolific contemporary artists, like Peterson Kamwathi and Ato Malinda are adamantly soldiering on, where behemoths like Katarikawe and Wadu stumbled. Often, they can be found at the loft of the Nairobi Arts Trust, engaging on topics about the global art scene and one can quickly sense how small the world has become- they are in constant touch with the cultural metro-politic across Africa and abroad.

Continuar a ler, aqui

Os Estados das artes visuais fora dos centros (parte II)

(...) No âmbito deste trabalho inventariam-se oito casos de estudo de situações emergentes e tradicionalmente tidas como periféricas: Brasil, Chile, China e Hong Kong, Grécia, Turquia, África do Sul e Moçambique, sendo que não há um modelo que lhes seja comum e muito menos um estado das artes semelhante. (...).
A ler, na ArteCapital.
Para ler a primeira parte deste trabalho, seguir a ligação, neste blog, do lado direito.

Os estados das artes visuais fora dos centros (parte 1)

O convite da Artecapital era obviamente muito estimulante, mas absolutamente irrealizável, dado o tempo e os recursos humanos que seriam necessários para realizar uma investigação apropriada e exaustiva sobre o tema proposto. Ficam aqui apenas algumas premissas de um possível trabalho para uma equipa de investigadores, e algumas notas relativas a um conjunto específico de países, de algum modo representativo da situação da produção e difusão das artes visuais contemporâneas fora dos circuitos e dos países até há pouco tempo tidos como primeiros e históricos produtores. 
Há que, desde logo, partir da diferenciação das condições de produção, da expectativa de valorização nos mercados e dos valores financeiros que separam as artes visuais das artes performativas, ocupando estas últimas, em termos de transacção comercial, uma importância bastante residual, mesmo considerando a Ópera e as suas mega-produções. Relativamente às artes visuais, há ainda que diferenciar a criação não contemporânea cujos objectos constituem maioritariamente um valor simbólico − nada desprezível, bem pelo contrário −, sendo as suas transacções mais raras e sempre espectaculares pelos montantes obtidos. Existe ainda uma terceira diferença, que diz essencialmente respeito aos valores quantitativos e qualitativos das peças, caso se esteja a falar do circuito de Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Munique, Paris e Zurique/Basel, ou dos circuitos mais emergentes como o de São Paulo, Xangai, Dubai, México. Estes últimos, embora sendo já mercados em forte ascensão, são difusos nas formas de implantação, acantamento de clientes − pequenos e grandes coleccionadores − nas trajectórias das obras e na sua valorização. Também os motivos de exposição, como os de aquisição de obras, são sociologicamente ainda pouco estudados. Finalmente, aspectos relevantes como a existência ou não de mercados locais cruzando-se com o circuito internacional, o estímulo por parte das organizações governamentais, onde se incluem os museus, os mecanismos de apoio à produção e à difusão dos criadores, as formas de acolhimento de artistas estrangeiros e, finalmente, os mecanismos de criação e de visibilidade, como bolsas de artes e residências artísticas, fazem a diferença entre aquelas cidades ou países que na actualidade mais expectativas podem gerar.
No âmbito deste trabalho inventariam-se oito casos de estudo de situações emergentes e tradicionalmente tidas como periféricas: Brasil, Chile, China e Hong Kong, Grécia, Turquia, África do Sul e Moçambique, sendo que não há um modelo que lhes seja comum e muito menos um estado das artes semelhante. 
Para continuar a ler, aqui 
António Pinto Ribeiro, in Arte Capital